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04/02/2010 - 16h38

Madri e Lisboa lideram baixa das bolsas europeias

Londres - As principais bolsas europeias fecharam em baixa acentuada, em especial as de Portugal e Espanha, com as preocupações sobre a dívida soberana da Grécia gerando dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal dos dois países da Península Ibérica. Em Madri, o índice Ibex-35 caiu 646,70 pontos (5,94%) e fechou com 10.241,70 pontos. Em Lisboa, o índice PSI-20 recuou 389,87 pontos (4,98%) e fechou com 7.442,99 pontos.

Em Londres, o índice FT-100 caiu 113,84 pontos (2,17%) e fechou com 5.139,31 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 104,22 pontos (2,75%) e fechou com 3.689,25 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 caiu 138,85 pontos (2,45%) e fechou com 5.533,24 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB recuou 764,43 pontos (3,45%) e fechou com 21.404,82 pontos.

As perdas dos mercados de ações também espelharam o aumento nos custos para proteção contra um default da dívida soberana. O spread sobre os CDS (credit default swap) de cinco anos de Portugal superou os 200 pontos-base pela primeira vez nesta quinta-feira, indicando persistente nervosismo do investidor com relação aos níveis da dívida do país. Um spread de 200 pontos-base significa que o custo para assegurar US$ 10 milhões em bônus da dívida de Portugal contra um default custará US$ 200 mil por ano.

As companhias mais alavancadas foram as mais atingidas, com a construtora espanhola Grupo Ferrovial, despencando 11,34%. As ações do setor bancário também foram bastante atingidas. Santander caiu 9,40%, apesar do banco ter anunciado um aumento de 13% no lucro líquido do quarto trimestre e cumprido todas as metas do ano. O concorrente BBVA fechou em baixa de 7,54%. Entre os bancos portugueses: Banco Comercial Português recuou 7,79%, Banco BPI caiu 6,93% e Banco Espírito Santo fechou em baixa de 5%.

Os bancos de outros mercados europeus também registraram perdas acentuadas: ING Groep -8,39%, Barclays -7,84%, Lloyds -6,82%, Société Générale -5,79%, Credit Agricole -5,17%, Deutsche Bank -4,22% e UBS -4,78%. As ações de mineradora foram outro alvo da pressão de venda, com a acentuada queda do euro frente ao dólar em meio ao movimento de aversão ao risco: Kazakhmys -9,51%, Antofagasta -7,93%, Xstrata -5,96% e Rio Tinto -4,64%.

Operadores observaram que mesmo as ações defensivas falharam em resistir à pressão de baixa, embora as perdas das companhias de telecomunicações tenham sido menos acentuadas em virtude de sua maior exposição internacional: Telefónica caiu 3,44% e Portugal Telecom recuou 2,53%.

A britânica Vodafone foi uma exceção, com um ganho de 3,57% depois de anunciar um aumento acima do esperado de 10,3% na receita do seu terceiro trimestre fiscal. Em virtude do forte resultado no terceiro trimestre, a gigante do setor de rede sem fio também elevou suas previsões de lucro ajustado para o ano fiscal 2010, assim como a projeção de fluxo de caixa livre para o ano.

Entre as notícias do dia, considerando o atual crescimento econômico - de apenas 0,1% no quarto trimestre para o Reino Unido - o Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco Central Europeu mantiveram suas respectivas taxas de juros nos menores níveis históricos. Contudo, as preocupações sobre inflação provavelmente estavam por trás da decisão do BoE de fazer uma pausa em seu programa de compra de bônus, disseram economistas. As informações são da Dow Jones.

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