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09/02/2010 - 17h02

Dólar cai para R$ 1,847 com rumores de ajuda à Grécia

São Paulo - A perspectiva de que venha da Alemanha a ajuda para tirar a Grécia da frágil situação financeira em que se encontra distribuiu otimismo a todos os mercados nesta terça-feira. Com isso, o dólar marcou sua segunda sessão consecutiva de queda ante o real e o euro chegou a voltar ao patamar de US$ 1,38.

No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 1,44%, cotado a R$ 1,847, após oscilar entre a taxa mínima de R$ 1,842 e a máxima de R$ 1,869. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista caiu 1,16% e encerrou o pregão a R$ 1,8519. O euro comercial cedeu 0,66% e fechou a R$ 2,545. No segmento de câmbio turismo, o dólar cedeu 0,51% no dia, cotado em média a R$ 1,97 na ponta e venda e R$ 1,83 para compra. O euro turismo subiu 0,37% e fechou em média a R$ 2,71 (venda) e R$ 2,453 (compra).

"O mercado continua colado na crise, mas com a expectativa de que a situação na Europa melhore, todo mundo decidiu abraçar o risco de novo", afirmou Felipe Brandão, operador de mercados emergentes da Icap Brasil. De acordo com o site MarketWatch, o jornal FT Deutschland informou em sua edição online que a Alemanha está planejando um pacote de ajuda para a Grécia. Também citando fonte da coalizão alemã, o FT Deutschland afirma que o pacote proposto inclui tanto ajuda bilateral quanto medidas coordenadas da União Europeia. O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, daria os detalhes do plano nesta quarta-feira, segundo a publicação, ainda não oficialmente confirmada.

A Alemanha, entretanto, negou em seguida a informação da imprensa europeia. Segundo o porta-voz do governo alemão Ulrich Wilhelm, a maior economia da zona do euro não tomou nenhuma decisão sobre uma potencial ajuda de emergência para a Grécia. O país anunciou hoje novas medidas para reduzir o gigante déficit orçamentário, como o congelamento do pagamento do setor público e o aumento de impostos para salários maiores.

"Se essa ajuda da Alemanha realmente se confirmar, ameniza um pouco o cenário lá fora e estimula o capital especulativo, o que beneficia o Brasil", afirmou Paulo Petrassi, gerente de renda fixa da Leme Investimentos. Em dia de agenda fraca aqui e no exterior, o Banco Central voltou a comprar moeda no mercado à vista e realizou leilão à tarde, fixando a taxa de corte das propostas em R$ 1,8455 por dólar. Os leilões de compra do BC no mercado de câmbio à vista têm sido diários desde meados de maio do ano passado.

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