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09/02/2010 - 15h26

Mãe e padrasto responderão por morte de menina em SP

Ribeirão Preto - A delegada Maria Beatriz de Moura Campos, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), de Ribeirão Preto, encaminhou hoje o inquérito da morte da menina Kamilly Vitório Pereira, de um ano e nove meses, ao Ministério Público Estadual (MPE). A menina foi agredida fisicamente pelo padrasto André Fiúza Marçal, de 19 anos, que está preso, em 31 de janeiro. Kamilly foi internada e faleceu na sexta-feira. Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou ainda indícios de que a menina teria sido violentada sexualmente por Marçal.

No corpo da menina também foram encontradas 35 mordidas, a maioria em partes do rosto. A mãe de Kamilly, Jacqueline Cristina Pereira, de 31 anos, foi indiciada por tortura, pois teria se omitido ao saber das agressões à filha. "Ela (Jacqueline) tinha conhecimento de que o seu companheiro abusava das correções na criança e não agiu como mãe", disse a delegada Maria Beatriz.

A omissão está prevista no crime de tortura e, por isso, Jacqueline foi indiciada ontem. Marçal foi preso no mesmo dia da agressão, quando Kamilly foi internada, enquanto tentava fugir para outra cidade, e foi indiciado por tentativa de homicídio. Segundo a delegada, caberá ao promotor que receber o inquérito a definição de qual tipificação de crime aplicar a Marçal, que está no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município.

O laudo do IML indicou que existiam sinais de agressão no corpo da menina, formando o quatro classificado pelos médicos como "síndrome do bebê espancado". Ou seja, a criança sofria violência frequentemente. Daí o motivo da mãe ter sido indiciada por omissão, pois não denunciou Marçal enquanto podia. O crime ocorreu na residência do casal, no Ipiranga, e o padrasto disse, inicialmente, que a menina teria caído da cama.

A causa da morte foi traumatismo crânio encefálico, causado por batida forte na cabeça da criança. A menina ficou internada cinco dias em coma profundo e não resistiu. A família queria doar os órgãos de Kamilly, mas isso não ocorreu devido aos critérios médicos. O corpo dela foi sepultado na tarde de sábado, no Cemitério Bom Pastor.

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