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09/02/2010 - 09h22

Próximo ato dos alagados será contra Serra, diz vereador

São Paulo - Um protesto de ao menos 200 pessoas dos bairros alagados na região do Jardim Romano, zona leste de São Paulo, acabou em conflito. Quem se envolveu diretamente no confronto com a polícia, no entanto, foram políticos de oposição à gestão Gilberto Kassab (DEM). Eles enfrentaram os PMs armados, na frente da Prefeitura, na tarde de ontem. A polícia usou spray de pimenta e cassetetes. "Foi truculência sem motivo", disse o vereador Zelão (candidato a uma cadeira na Assembleia, que, atingido na cabeça, foi levado para o ambulatório da Câmara). "Foi uma manifestação das vítimas. É bom saber que da próxima vez o protesto vai ser no gabinete do governador."

A principal reivindicação do grupo de moradores - que há exatos dois meses enfrenta alagamentos - era garantir que seriam indenizados, caso tivessem de deixar as casas por causa de obras na várzea do Tietê. Até agora, a opção oferecida pelo prefeito é o "aluguel social" ou "bolsa-aluguel", uma ajuda de R$ 300 mensais, enquanto uma moradia definitiva não é construída.

A manifestação começou às 14 horas, na frente da Prefeitura, quando os manifestantes ligaram um sistema de microfone e começaram a reclamar da política habitacional de Kassab para a região. À frente do ato havia uma série de assessores parlamentares do PT e políticos, incluindo ex-secretários da gestão Marta Suplicy - Eduardo Zarattini (Transportes), Donato (Subprefeituras), José Américo (Comunicação) -, além dos vereadores Alfredinho, Juliana Cardoso e Zelão. Os deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Simão Pedro (PT), o federal Ivan Valente (PSOL) e o senador Eduardo Suplicy (PT) também estiveram presentes.

Mais manifestantes de movimentos como o Passe Livre e o de Moradia, de direitos sociais, de sem-teto e de grupos da Igreja Católica chegaram e, uma hora depois, a PM bloqueou metade da calçada com barreiras móveis. Para isso, os policiais empurraram as pessoas na direção da rua - que teve o tráfego fechado - e utilizaram spray de pimenta e cassetetes contra quem se recusou a sair. Ao menos quatro pessoas tiveram de ir ao hospital e diversas outras tiveram irritações nos olhos e escoriações. Um dos assessores do prefeito também agrediu moradores que protestavam e houve troca de empurrões.

Defesa

Responsável pela operação, o comandante do 45º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Orlando Taveiros Costa Júnior, alegou que os policiais apenas responderam a um pequeno grupo (o dos políticos) que teria se exaltado, jogado pedras e tentado invadir o espaço livre na frente da Prefeitura. "Passou de uma manifestação democrática para uma manifestação contra o estado democrático de direito. A PM precisou intervir e, de maneira moderada, utilizou o gás. Tudo foi filmado."

Apesar de todas as reivindicações, os manifestantes saíram apenas com a promessa de uma reunião com Kassab, na sexta-feira. A Prefeitura informou, por meio de nota, que cerca de 2,5 mil famílias receberam o bolsa-aluguel, 323 foram transferidas para apartamentos da CDHU e que oito terrenos na zona leste já foram reservados para a construção de cerca de 3.200 moradias. Além disso, segundo a Prefeitura, cerca de 23 mil imóveis da região já foram visitados por agentes municipais de saúde. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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