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11/02/2010 - 11h26

Bovespa abre perto da estabilidade com balanço da Vale

São Paulo - A crise na Grécia segue monopolizando as atenções, enquanto na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a proximidade do carnaval já provoca redução nos negócios. Embora revestido de cautela, o ambiente doméstico mais leve permite os últimos ajustes nos preços das ações antes do início da folia. Hoje, o mercado também vai reagir à divulgação do balanço da Vale, que ocorreu ontem, após o fechamento do mercado. Às 11h12, o Ibovespa futuro estava próximo da estabilidade, registrando alta de 0,12%, aos 65.130 pontos.

A Vale informou ontem um crescimento de 11,1% no lucro líquido do quarto trimestre de 2009, para US$ 1,519 bilhão. O número ficou dentro do esperado pelos analistas. Apesar de ter apresentado uma recuperação nos volumes de venda de minério de ferro entre outubro e dezembro do ano passado, em comparação com o mesmo período do ano anterior, a Vale sofreu com a queda do preço da commodity. No acumulado de 2009, o lucro caiu 59,5%, para US$ 5,34 bilhões.

Em relação à Petrobras, ontem o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), informou que a retomada das votações dos projetos do pré-sal só deve ocorrer após o carnaval. Hoje, a Petrobras anunciou, pouco antes da abertura do mercado, a descoberta de óleo em águas rasas na Bacia de Campos, com volume de óleo recuperável estimado em 25 milhões de barris. O poço inicia produção ainda este ano.

No setor elétrico, o jornal Folha de S.Paulo estampa hoje em sua primeira página a decisão do governo do Estado de São Paulo de abandonar de vez o plano de privatização da Cesp, após três tentativas frustradas.

O governador José Serra ordenou que a estatal paulista de energia retome os planos de investimentos e siga os passos trilhados pela Cemig, a estatal mineira, no que diz respeito à expansão da capacidade de produção. O jornal diz ainda que o sinal para a mudança de rumo foi dado pelo governo de São Paulo há três semanas, quando o Conselho de Administração da Cesp indicou Vilson Daniel Christofari como novo diretor-presidente.

Os acionistas da CSN, por sua vez, continuam a monitorar a batalha pela portuguesa Cimpor. Um dia após anunciar a compra de 22,2% na companhia, fontes informaram que a Camargo Corrêa, agora, está em negociação com grandes acionistas da cimenteira portuguesa para chegar a uma fatia total de 33%. O objetivo do grupo brasileiro seria uma fusão das duas empresas. O fato é que os últimos movimentos dos concorrentes sobre a Cimpor trouxeram alívio para as ações da CSN. Ontem, os papéis da siderúrgica subiram 1,08% diante da expectativa do mercado de que a companhia retire a oferta de 3,68 bilhões de euros por 100% da Cimpor.

No exterior, Bolsas e commodities (matérias-primas) registram alta antes do anúncio dos detalhes do plano de socorro à Grécia, confirmado oficialmente ontem pelo primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero, que ocupada a presidência rotativa da União Europeia. O Conselho da UE informou hoje que um acordo foi alcançado para que a Grécia lide com sua crise fiscal, mas não divulgou detalhes da ajuda financeira.

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