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12/02/2010 - 16h52

Polícia recupera peças sacras roubadas em MG

Belo Horizonte - Quatro coroas de prata do século 19, que teriam sido levadas de igrejas históricas de Minas Gerais, foram apreendidas no interior de São Paulo pelo Ministério Público Estadual (MPE) e apresentadas hoje, em Belo Horizonte.

A Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos instaurou procedimento investigatório criminal em outubro do ano passado depois da constatação de que as coroas estavam à venda no site Mercado Livre, por R$ 700.

Ontem, os promotores, com mandado de busca e apreensão e apoio das polícias militares de Minas e São Paulo, apreenderam as peças na casa do comprador - cujo nome não foi divulgado -, em Campinas.

Conforme o MPE, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) já havia sido firmado com o site, que se comprometeu a fornecer os dados cadastrais de pessoas que estejam comercializando peças sacras. Em dezembro de 2008, um crucifixo do século 18 que estava à venda no mesmo endereço eletrônico por R$ 5 mil foi apreendido em Niterói (RJ).

As coroas serão entregues ao Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), que terá a missão de identificar a origem delas. A suspeita do MPE é que as peças façam parte de um conjunto de cinco coroas furtadas do Museu de Arte Sacra Dom José Medeiros Leite, na cidade de Oliveira.

O Inventário de Proteção do Acervo Cultural de Minas Gerais (Ipac-MG) de bens móveis das igrejas tombadas, no entanto, registra outras 27 coroas furtadas de templos mineiros. Segundo o promotor Marcos Paulo de Souza Miranda, desde 1964, quando as ocorrências de furto de peças sacras passaram a ser registradas, 689 objetos do acervo mineiro foram contabilizados como desaparecidos.

"Essa recuperação de hoje é muito pequena perto deste montante. No entanto, é importante, tem um caráter pedagógico, no sentido das pessoas tomarem conhecimento de que há necessidade de cuidados na aquisição dessas peças. Afinal de contas, elas pertencem ao patrimônio cultural brasileiro", afirmou Miranda.

De acordo com o promotor, o suposto colecionador que havia adquirido as coroas poderá responder por crime de receptação.

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