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13/02/2010 - 03h20

Carnaval 2010: Mancha canta 'Vai brilhar, vai brilhar'

São Paulo - "Vai brilhar, vai brilhar". Com essas palavras o puxador da escola de samba Mancha Verde, o Vaguinho, acaba de iniciar seu desfile no sambódromo de São Paulo. A escola traz para a avenida o enredo "Aos mestres com carinho, Mancha Verde ensina como criar identidade", que contará a história dos sistemas de ensino, a começar pelas escolas gregas, representadas pelo carro abre-alas. O abre-alas resgata a história do ensino da Grécia Antiga, com Platão e Sócrates.

O presidente da Mancha, Paulo Serdan, disse que a escola "vem para chegar", porque segundo ele o carnaval deste ano está muito equilibrado e será decidido "no chão". "Vai ganhar quem mostrar a melhor evolução, melhores fantasias e no canto. Esqueça essa história de alegorias gigantes para impressionar o público", afirmou pouco antes do começo do desfile.

E o que esperar da apresentação da Mancha Verde? "Sucesso", resume a rainha da bateria Viviane Araújo, fantasiada de gueixa.

A ideia do enredo veio com naturalidade para o carnavalesco Cláudio Cavalcante, mais conhecido como Cebola. Pelo terceiro ano à frente da escola, ele promete falar dos mestres de uma maneira universal, mas também pretende homenagear os baluartes que ajudaram a Mancha a criar sua identidade nesses 10 anos. A escola entra na avenida com cinco carros alegóricos e 3,5 mil componentes, divididos entre 23 alas.

A Mancha Verde é a quarta escola a entrar na avenida no primeiro dia de desfiles no sambódromo de São Paulo. A Mancha está no grupo especial desde 2005 e foi campeã entre escolas de samba desportivas em 2006 e 2007. No ano passado, falou sobre Pernambuco e ficou em décimo lugar na classificação geral.

Segue a letra do samba-enredo da Mancha Verde:

É mais do que educação (Mancha)

Guerreira, traduz o ensino em emoção

Transforma a história em fantasia

Representando a arte que inspira

A contemplar... Na Grécia a fonte do saber

Traçando assim a identidade, para o meu viver

Seguindo os caminhos da vida busquei

Na China, o segredo da alma encontrei

A mente e o corpo a equilibrar

Sagrada cultura milenar

Vi caravelas cruzando, mares continentes

Trazendo ao dono desta terra, a devoção

Pajé, pajé

Na beira da mata dançou...Ôôô

A sua cultura ensinou, encantou

A força da fé, para catequizar

O jesuíta trouxe de além mar

Numa folha qualquer

Escreve a arte que me faz sonhar

Mesmo perseguido, oprimido

Não se deixou calar!

Em meu Brasil, gigante menino, trilhou seu destino

Se renovando com a era digital

Aplausos aos mestres do samba

Docentes da escola de bambas

Me fez assim, orgulho do País

Estrela-mãe que me guia, "norma" da sabedoria

Sou eterno aprendiz... Puro balanço, samba de raiz

Eu bato no peito

Sou Mancha Verde até morrer

Aos mestres com carinho, vou cantar

Em Verde e Branco, eternizar

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