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19/02/2010 - 18h32

Petrobras pesa e Bovespa fecha em baixa de 0,35%

São Paulo - Os acontecimentos de ontem e hoje tinham tudo para "colar" o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ao de Nova York nesta sexta-feira. Mas não foi isso o que aconteceu na Bolsa brasileira: o comportamento das ações da Petrobras acabou levando o índice Bovespa (Ibovespa) a operar em vários momentos na contramão das Bolsas norte-americanas, em queda. As incertezas em torno da capitalização da Petrobras e a indefinição sobre o marco regulatório da exploração de petróleo da camada pré-sal voltaram a afugentar investidores deste papel. No final, a inversão para baixo das ações da Vale também ajudou a reforçar a queda do índice.

O Ibovespa fechou em queda de 0,35%, aos 67.597,43 pontos. Na mínima do dia, registrou 67.210 pontos (-0,92%) e, na máxima, os 67.935 pontos (+0,15%). No mês, sobe 3,36% e, no ano, cai 1,44%. Na semana, a Bolsa avançou 2,64%. O giro financeiro somou R$ 5,291 bilhões hoje. Os dados são preliminares.

As ações da Petrobras fecharam em queda, na contramão do petróleo. A Câmara dos Deputados pretende retomar na próxima semana as votações dos projetos de lei que formam o marco regulatório para a exploração do pré-sal. O primeiro projeto a ser apreciado será o que estabelece o Fundo Social, seguindo cronograma estabelecido pela base aliada e a oposição.

Segundo Fausto Gouveia, economista da Legan Asset, havia expectativa de que a votação ficaria para o próximo ano, por causa das eleições, e isso poderia ajudar os papéis a se recuperarem. Eles vêm exibindo uma defasagem em relação, por exemplo, aos da Vale, outra blue chip. Mas o noticiário volta a jogar lenha na fogueira e a ampliar o escopo do que pode ser feito. As ações ordinárias (ON) da Petrobras terminaram hoje em queda de 0,26% e as preferenciais (PN), em baixa de 0,98%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro do petróleo com vencimento em março subiu 0,95%, a US$ 79,81 o barril.

No geral, o mercado financeiro amanheceu hoje sob os efeitos da decisão de ontem à noite do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de, inesperadamente, elevar a taxa de redesconto em 0,25 ponto porcentual, para 0,75% ao ano. Essa taxa, cobrada nos empréstimos que o banco central faz aos bancos, vinha sendo mantida em patamares baixos por causa da crise financeira que prejudicou a saúde de muitas instituições financeiras dos EUA e sua elevação foi um sinal dado pela autoridade monetária de que a situação não está assim já tão ruim.

Os especialistas consideram que a medida é positiva e justificaram a reação inicial do mercado ao efeito surpresa, uma vez que o movimento não era previsto para tão logo e muito menos que pudesse ocorrer fora dos encontros regulares de política monetária. O primeiro impacto nos ativos foi a alta do dólar e queda de commodities. Mas com o passar das horas, essa tendência foi se invertendo e os metais básicos e petróleo acabaram terminando no azul. Até mesmo o dólar foi devolvendo os ganhos. Também ajudou a construir esse novo cenário a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que ficou abaixo das projeções e mostrou que a inflação no varejo está controlada.

Por volta das 18h30, as Bolsas norte-americanas voltaram a titubear. O Dow Jones operava em baixa de 0,05%, o S&P subia 0,08%, e o Nasdaq tinha perda de 0,05%. Na Europa, as bolsas dissiparam as perdas iniciais e subiram.

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