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22/02/2010 - 07h29

Estado de SP tem 18 mil casas em áreas de risco

Em São Paulo

Um estudo feito em seis regiões do Estado de São Paulo pelo Instituto Geológico (IG), braço técnico da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, revela que 60% das casas em áreas de risco elevado podem desabar. O IG avaliou 32 mil imóveis em 31 cidades. Desses, 18 mil estão em áreas consideradas de risco para a vida: 10,8 mil podem desmoronar e 7,2 mil correm risco de inundação.

O mapeamento foi feito em seis regiões: litoral, Grande São Paulo, Vale do Paraíba, Sorocaba, Ribeirão Preto e Araraquara. O estudo mostra que 43% das áreas estão concentradas na região metropolitana de São Paulo e 41%, no litoral. Entre os 408 locais, 54 estão em Ubatuba, 47 em Diadema e 28 em São Sebastião.

 Iniciados em 2004, os estudos foram concluídos há dois anos. A capital foi excluída porque havia sido mapeada em 2003 e uma nova avaliação das áreas de risco está sendo feita pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Os deslizamentos são mais frequentes por causa do tipo da ocupação, em morros ou encostas, cuja topografia é suscetível à movimentação de terras. "O problema se agrava com as ocupações irregulares", explica a geóloga Lídia Tominaga, do IG.

"As pessoas fazem um corte na área, aterram uma parte para deixar o terreno mais plano e constroem moradia", diz. "Quando chove, há um aumento do peso do terreno, favorecendo o surgimento de zonas de fraqueza. Dependendo da área, da declividade e da intensidade da chuva, pode se tornar uma ameaça aos moradores."

Habitações precárias, pobreza, ausência de fiscalização e de uma política adequada de moradias populares estão entre as principais causas das ocupações em área de risco, dizem especialistas. "É preciso ter planejamento e ordenamento urbano", alerta Lídia.

Mapeamento
As prefeituras de Diadema, na Grande São Paulo, e de Ubatuba, no litoral norte, afirmam ter instituído planos preventivos para proteger os municípios de enchentes e/ou deslizamentos em parceria com a Defesa Civil, que incluem monitoramento das áreas de risco durante a temporada de chuvas, de dezembro a março.

Secretário de Cidadania e Defesa Social de Ubatuba, Claudinei Salgado disse que o maior problema do município é com a regularização fundiária, por conta de ocupações. Ainda segundo ele, a prefeitura mapeou as áreas invadidas, deu o direito de propriedade às famílias que já moravam nelas e congelou as novas ocupações.

Já a prefeitura de Diadema informou que, das 47 áreas mapeadas pelo IG como sendo de risco, 15 passaram por obras, mas outras 4 foram incluídas em um mapeamento mais recente. Atualmente, a cidade tem 36 áreas de risco. Durante o período de chuvas, a Defesa Civil monitora as regiões de maior perigo e remove as famílias em casos de perigo, segundo a administração. A prefeitura afirma ainda que mantém programas de limpeza de bueiro para evitar entupimento e, consequentemente, alagamentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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