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23/02/2010 - 18h33

Bolsa cai 1,6% e acumula perda de 2,54% em 3 pregões

São Paulo - Esta terça-feira foi um desfile de más notícias para o mercado financeiro. Sobretudo na Europa e Estados Unidos pipocaram informações que levaram os investidores a fugir do risco, com impacto direto no preço das ações. Os preços das matérias-primas (commodities) fecharam em queda, penalizando duplamente a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que recuou pela terceira sessão consecutiva.

O índice Bovespa (Ibovespa) cedeu 1,60%, aos 66.108,33 pontos. Na mínima do dia, o índice atingiu 65.660 pontos (-2,27%) e, na máxima, os 67.179 pontos (-0,01%). Nestes três dias no vermelho, perdeu 2,54%. No mês, acumula alta de 1,08% e, no ano, recua 3,62%. O giro financeiro totalizou R$ 5,989 bilhões. Os dados são preliminares.

Na Europa, o destaque negativo foi a confiança das companhias alemães. O índice Ifo de ambiente para os negócios caiu inesperadamente em fevereiro, pela primeira vez em 11 meses, para 95,2, de 95,8 em janeiro, abaixo da previsão dos analistas de 96,4. Também merece ser destacada a queda dos gastos com consumo na França, de 2,7% em janeiro, derrubando o aumento dos últimos 12 meses para 1,5%.

O noticiário também não reservou informações muito animadoras: o presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, disse que a recuperação da economia mundial é frágil e que a da zona do euro parece paralisada. E o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, disse que a redução do déficit orçamentário na Europa será "extremamente dolorosa" e vai demorar até 20 anos. Na Grécia, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings dos quatro maiores bancos daquele país, afirmando que o aperto fiscal do governo terá "um efeito significativo na economia real".

Com tudo isso, as bolsas europeias caíram: Frankfurt, -1,48%, Paris, -1,32%, Londres, -0,69%, e Madri, -2,44%. Nos EUA, o índice Dow Jones perdeu 0,97%, o S&P 500 recuou 1,21% e o Nasdaq terminou em baixa de 1,28%. O dado de confiança do consumidor foi o pior dado do dia e fio condutor dos negócios. O índice medido pelo Conference Board caiu de 56,5 em janeiro para 46,0 em fevereiro, bem abaixo da previsão média de analistas, de queda para 54,8.

No Brasil, o mau humor externo teve impacto quase generalizado sobre o Ibovespa e apenas cinco ações fecharam no azul. Petrobras ON terminou em baixa de 1,88% e Petrobras PN em queda de 1,33%. Vale ON caiu 1,53% e Vale PNA, -1,35%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vecnimento em abril recuou 1,81%, para US$ 78,86 o barril.

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