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26/02/2010 - 16h05

Bolsas europeias fecham o dia em alta

Londres - As Bolsas da Europa fecharam o dia em alta, recuperando-se de parte das perdas sofridas na sessão anterior, quando as preocupações com a saúde fiscal da Grécia e a economia norte-americana dominaram o mercado. Na última sessão do mês, o índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 avançou 0,9%, para 245,58 pontos. No acumulado do mês, o índice caiu 0,6%.

Entre as regiões, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt avançou 1,20%, para 5.598,46 pontos, e o índice CAC-40 da Bolsa de Paris subiu 1,87%, para 3.708,80 pontos. O índice FTSE da Bolsa de Londres teve alta de 1,45%, para 5.354,52 pontos. Já o índice IBEX35 da Bolsa de Madri teve alta de 2,05%, para 10.333,60 pontos.

Na semana, o índice FTSE de Londres recuou 0,07%, embora no mês de fevereiro ele tenha avançado 1,47%. Já o índice DAX de Frankfurt recuou 2,06% na semana e 1,24% no mês, enquanto o índice CAC-40 de Paris caiu 1,61% na semana e 2,58% no mês. O índice IBEX35 de Madri caiu 3,21% na semana e 8,93% no mês.

As empresas de commodities (matérias-primas) estiveram hoje entre as líderes do movimento de alta, com a Rio Tinto avançando 3,49% e a Xstrata registrando alta de 3%. O setor foi ajudado por uma alta nos preços do ouro e do cobre nos mercados futuros, que foram puxados pelo recuo do dólar ante o euro.

"A melhora do sentimento de risco e alguns dados econômicos fortes da Ásia são as razões por trás das mudanças", disseram estrategistas do Danske Bank. Os dados da Ásia divulgados hoje incluíram vendas do varejo melhores que as esperadas no Japão, o que ajudou as ações asiáticas a subir.

O PIB do Reino Unido cresceu 0,3% no quarto trimestre do ano passado, e não 0,1% como anunciado antes, informou hoje o governo. O PIB dos EUA no quarto trimestre também foi revisado em alta, para um crescimento à taxa anual de 5,9%, o ritmo mais rápido desde o terceiro trimestre de 2003.

O dado surgiu após a divulgação de indicadores negativos nos EUA, como um aumento maior que o esperado nos pedidos de auxílio-desemprego, na quinta-feira, e um fraco sentimento de confiança do consumidor, no começo da semana. Isso, aliado às preocupações sobre a saúde fiscal da Grécia, ajudou a manter as ações sob pressão.

"Nós tivemos uma série de dados econômicos fracos. Isso está colocando pressão adicional no mercado", disse Philippe Gijsels, estrategista do Fortis Bank na Bélgica. "Se a economia começar a se desacelerar de novo, os lucros cairão, mesmo que as últimas duas temporadas de divulgação de balanços tenham sido realmente boas", acrescentou.

As ações da operadora espanhola Telefónica subiram 2,04%. A gigante da telefonia disse que o lucro líquido no quarto trimestre de 2009 subiu 22%, para 2,44 bilhões de euros, ante o mesmo período do ano anterior.

Entre as baixas, as ações do conglomerado industrial alemão Bayer caíram 1,44%. O lucro da empresa no quarto trimestre subiu para 153 milhões de euros, mas ficou abaixo das estimativas dos analistas, de lucro de 303 milhões de euros. As vendas da empresa caíram 0,6%, para 7,9 bilhões de euros.

As ações do britânico Lloyds Banking Group caíram 4,4%. A instituição informou que os pagamentos que teve que fazer para cobrir empréstimos com perdas começaram a recuar. O Lloyds teve um prejuízo ao redor de 4,3 bilhões de libras na segunda metade de 2009. As informações são da Dow Jones.

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