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26/02/2010 - 16h53

Dólar cai 4,19% em fevereiro e fecha a R$ 1,806

São Paulo - O dólar comercial fechou o mês de fevereiro com queda de 4,19%, mas nos dois primeiros meses do ano acumula alta de 3,61%. Nesta sexta-feira, no mercado interbancário de câmbio, a moeda americana cedeu 1,37% e encerrou as negociações cotada a R$ 1,806, após oscilar entre a mínima de R$ 1,80 e a máxima de R$ 1,823. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista recuou 1,52% no dia e fechou o pregão a R$ 1,8022, com baixa acumulada de 4% no mês e alta de 3,40% no ano. O euro comercial caiu 0,89% no dia e fechou a R$ 2,459; no mês, acumulou queda de 6,04% e no ano, recuo de 1,60%.

No segmento de câmbio turismo, o dólar cedeu 0,16% no dia, para R$ 1,917 (venda) e R$ 1,777 (compra), em média. No mês, acumulou baixa de 1,84% e no ano, alta de 3,62%. O euro turismo foi cotado em média a R$ 2,58 (venda) e R$ 2,43 (compra) hoje no fechamento dos negócios. A variação registrada em fevereiro foi de queda de 5,18% e no ano, baixa de 2,27%.

No mercado internacional, o dólar perdeu de quase todas as moedas nesta sexta-feira, na medida em que boas notícias do Japão e da Índia, assim como o PIB americano em linha com as projeções, deram certo otimismo aos investidores. No mercado doméstico, ainda pesou a disputa entre "comprados" e "vendidos" para a formação da Ptax (média das cotações ponderadas pelo volume) que definirá a liquidação dos contratos futuros de março na BM&F.

Para Marcello Paixão, sócio gestor da Principia Capital Management, a moeda está "sem tendência" desde outubro no mercado doméstico, oscilando ao sabor dos rumores e de fatores conflitantes. Hoje, por exemplo, subiram commodities e petróleo, o que favorece o real, mas o anúncio desta semana pelo Banco Central de que irá retirar R$ 71 bilhões da liquidez do mercado com as mudanças nos depósitos compulsórios dos bancos "tende a não ser bom" para a moeda brasileira.

O BC realizou hoje seu rotineiro leilão para compra de dólares no mercado à vista no período da manhã e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,8178. Mas a taxa de câmbio recuou depois disso, enquanto o euro se valorizava no exterior e as bolsas internacionais subiam.

Uma das boas notícias do dia veio do Japão, onde a produção industrial cresceu 2,5% em janeiro em relação a dezembro, em base sazonalmente ajustada. Já a economia da Índia cresceu menos do que o esperado - 6% entre outubro e dezembro do ano passado, em relação ao mesmo período de 2008.

Enquanto isso, a Grécia, motivo das maiores preocupações nos últimos dias, adiou as apresentações aos investidores para tentar vender bônus globais nos Estados Unidos e na Ásia, aparentemente por compromissos do ministro das Finanças, mas um congressista disse à agência Dow Jones que o governo alemão está discutindo a possibilidade de preparar um crédito emergencial para a Grécia sob patrocínio do banco estatal KFW.

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