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26/02/2010 - 18h52

MPF quer informações sobre trote em Barretos-SP

Ribeirão Preto - O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria da República de Ribeirão Preto, quer informações sobre o trote violento aplicado por dois veteranos contra sete calouros do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (Unifeb), na segunda-feira.

Ofícios foram encaminhados à instituição universitária e também à Delegacia Seccional de Barretos, informou a Assessoria de Imprensa do MPF. O delegado do 2º DP, Celso Spadacio, disse que ainda não foi informado sobre isso, mas que ouvirá os dois agressores na terça-feira, em Jaborandi.

Duas vítimas prestaram queixa e já foram ouvidas. As outras cinco vítimas do trote também foram intimadas a comparecerem. A Unifeb, até o final desta tarde, não tinha recebido o ofício do MPF, mas informou que o caso será investigado e os agressores podem ser suspensos ou até expulsos.

Spadacio disse que intimou todas as vítimas, para saber se elas querem representar contra os agressores (Dionatan Kavamoto e Felipe Ferreira Troques Dib), que jogaram creolina em frente à Unifeb. "Se não quiserem, não terá problema, mas pelo menos três dessas cinco vítimas serão ouvidas como testemunhas", explicou o delegado, que abriu um termo circunstanciado por lesão corporal dolosa para apurar o caso. Três das vítimas ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo não querem levar o caso adiante.

Hoje ele recebeu o laudo do Instituto Médico-Legal (IML), de Barretos, dos exames de corpo de delito de Ronier Jorge Ferreira da Silva e Patrick Adriano de Souza. O resultado dos exames indicou que as lesões são de natureza leve, que podem render pena de três meses a um ano de detenção.

Os ofícios do MPF foram encaminhados ontem pela procuradora da República em Ribeirão Preto, Ana Cristina Tahan de Campos Netto de Souza. Ela quer apurar a responsabilidade da faculdade no trote e quer informações da instituição sobre o caso e quais as providências tomadas, inclusive se as vítimas estão recebendo assistência.

O MPF também quer saber sobre a segurança oferecida pela instituição aos seus alunos, incluindo fora do campus. A procuradora pede ainda cópia integral dos procedimentos e documentos que a delegacia tem sobre o caso e que possam auxiliar o procedimento investigativo do MPF.

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