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26/02/2010 - 14h30

Secretaria de SP questionará Eletropaulo sobre apagões

Em São Paulo

Após faltar luz ontem à noite na abertura do 3º Congresso Nacional do Judiciário, em São Paulo, o secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado, Luiz Antonio Marrey, disse hoje que vai inquirir novamente a Eletropaulo sobre os frequentes apagões que atingem diversos bairros da capital paulista. 

Light leva multa de R$ 10 mi por apagão no Rio; Vivo também é multada por falhas

Duas multas foram aplicadas a grandes empresas por agências reguladoras de energia e de telefonia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) multou em R$ 9,5 milhões a companhia Light pelos cortes no fornecimento ao Rio de Janeiro.Já a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou ontem no Diário Oficial da União uma multa contra prestadoras da companhia Vivo de R$ 3,6 milhões.

Um primeiro questionamento foi feito no início do mês, quando grandes áreas da capital ficaram sem energia elétrica por 24 horas. As explicações preliminares da concessionária não convenceram o secretário. Reunidos ontem no Hotel Tivoli Mofarrej, para a abertura do congresso, Marrey, o governador José Serra (PSDB), os presidentes dos 93 Tribunais de Justiça (TJs) do País e o do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, tiveram de lidar com pequenos apagões, até mesmo durante o jantar. 

"A falta de eletricidade em bairros diversos da cidade é muito preocupante. A Eletropaulo precisa dar explicações porque é direito do consumidor ter um serviço de qualidade", disse Marrey. O secretário ponderou que, ainda que as fortes chuvas recentes possam justificar alguns acidentes na rede elétrica, a concessionária não tem dado explicações convincentes. 

"Sabemos que podem ocorrer acidentes, mas isso não explica a quantidade de vezes que está havendo interrupção de energia elétrica. Há uma sensação de que o serviço não está sendo bem prestado e, portanto, o Procon vai continuar tomando providências", afirmou. "A resposta da Eletropaulo a essa situação tem sido ineficiente, lenta e, inexplicavelmente, inadequada." Marrey também criticou a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que, segundo ele, tem sido omissa. "Há um silêncio ensurdecedor da agência." 

Histórico

No início do mês, a Fundação Procon-SP e a Secretaria de Justiça deram 30 dias para que cinco concessionárias (Bandeirantes, CPFL Paulista, Eletro, Eletropaulo e Grupo Rede) explicassem o apagão de mais de 24 horas que aconteceu no dia 4 de fevereiro em várias regiões da capital e em cidades do interior. 

As empresas alegaram dificuldade de acesso aos locais. Na ocasião, Marrey disse que não tinha ficado satisfeito com as explicações preliminares. Caso o Procon não aceite as justificativas ao fim dos 30 dias, poderá multar as empresas em até R$ 3 milhões. Elas deverão comprovar investimentos e equipes de emergência em número suficiente.

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