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02/03/2010 - 11h37

Bovespa abre em alta, com foco sobre Petrobras

São Paulo - Em um dia de agenda mais fraca, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, o foco das atenções na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se volta para a retomada da votação, pelo plenário da Câmara, da proposta de capitalização da Petrobras. O desempenho das ações da estatal estará condicionado aos desdobramentos da votação e do comportamento do petróleo, que hoje opera em alta. Às 11h22 (de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,69%, para 67.689 pontos.

O petróleo registrava alta, na contramão do metais, mas sem forças para romper o nível psicológico de US$ 80 por barril. O contrato de cobre para maio caía 1% em Londres, refletindo a avaliação de que o terremoto no Chile, que produz 34% de todo o cobre do mundo, provocou danos menores que o previsto. As Bolsas no exterior sustentam a tendência positiva da véspera, refletindo o sentimento de menor possibilidade de default (calote) dos títulos da Grécia e de outros países europeus.

No Brasil, o diferencial da Bolsa deve ser mesmo as ações da Petrobras, que serão favorecidas se a votação na Câmara for concluída. O líder do PT, Candido Vaccarezza, quer antecipar para quarta-feira a conclusão da votação do projeto que estabelece o novo modelo de partilha para exploração do pré-sal, inicialmente prevista para 10 de março.

No entanto, há o risco de o governo sofrer uma nova derrota na votação que autoriza a capitalização da petrolífera. A oposição promete apresentar um destaque para garantir o direito de uso dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na aquisição das novas ações que serão emitidas pela estatal. A medida contraria a posição defendida pelo Palácio do Planalto.

No caso do modelo de partilha, o problema a ser enfrentado é a proposta de divisão igualitária dos recursos que serão obtidos com a cobrança de royalties, uma compensação devida ao Estado pelas empresas que exploram petróleo.

Com a conclusão da votação, a expectativa dos analistas é de que as ações da Petrobras diminuam a diferença em relação à Vale e à OGX, já que os investidores terão uma sinalização "de que as coisas estão andando", diz uma fonte. As ações da Vale, por sua vez, devem acompanhar o comportamentos dos metais no exterior, que passam por uma realização de lucros.

As notícias sobre os desdobramentos da crise da Grécia ainda estão sendo monitoradas, mas os investidores começam a relativizar o problema grego. A tendência, segundo um especialista, é a Bovespa voltar a ficar mais atrelada ao noticiário vindo da China e às commodities. Hoje, informações dão conta de que o governo da Grécia deve anunciar amanhã um novo pacote de austeridade, de cerca de 4 bilhões de euros (US$ 5,4 bilhões), em um esforço para cortar seu déficit em quatro pontos porcentuais em 2010.

Na Bovespa, a novidade do dia é o anúncio da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da OSX. O braço de construção naval, afretamento de unidades e serviços para a indústria do empresário Eike Batista anunciou hoje oferta de ações ordinárias de 5.511.739, o que deve movimentar R$ 6,4 bilhões, sem considerar os lotes suplementar e adicional.

Em termos de balanços, o destaque do dia é o resultado do grupo Pão de Açúcar, líder do varejo no País. Ontem à noite, a CPFL Energia anunciou lucro líquido de R$ 425,125 milhões no quarto trimestre de 2009, alta de 25,1% ante o mesmo período do ano anterior. Esta manhã, a Itaúsa informou ter fechado 2009 com lucro líquido consolidado contábil de R$ 11,742 bilhões, um crescimento de 116,2% em relação ao de 2008.

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