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04/03/2010 - 11h27

Bovespa abre em alta, após dados de emprego nos EUA

São Paulo - O dado de pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, levemente melhor que o esperado, alimenta a alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos primeiros negócios do dia. Às 11h22, o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,82%, para 68.195 pontos.

No entanto, o desempenho do mercado no restante do dia vai depender dos dados que ainda serão divulgados nos EUA: os de vendas pendentes de imóveis e os de encomendas à indústria, ambos de janeiro. Além disso, a expectativa para a divulgação dos dados de emprego nos EUA, amanhã, tende a restringir a ação dos investidores.

Na Bovespa, o quadro externo se sobrepõe ao noticiário local. Segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial brasileira cresceu 1,1% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal. Na comparação com janeiro de 2009, o aumento foi 16%. Já o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), manteve-se estável em janeiro, em 81,4%.

Hoje, o comportamento da Bovespa estará muito atrelado aos papéis da Vale e da Petrobras. A mineradora chama a atenção devido aos rumores de reajuste do preço do minério de ferro maior que o previsto anteriormente. Já os papéis da Petrobras sofrem a influência da conclusão da votação, na Câmara, do projeto de capitalização da companhia.

Ontem, a Câmara aprovou o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na capitalização da Petrobras, mas apenas para os cotistas que já são acionistas da empresa, no limite de 30% do saldo que possuem atualmente no fundo. A proposta poderá ser modificada no Senado.

O governo é contra a utilização do FGTS na capitalização, porque não quer deslocar recursos da habitação e de outras aplicações do fundo, como saneamento básico. Segundo analistas, essa votação ajuda a tirar o peso da indefinição que vinha travando os papéis. Mas as ações de Petrobras só devem ter maior impulso se a votação do marco regulatório do pré-sal ganhar agilidade.

As ações de Vale devem reagir à notícia de que as mineradoras estão pedindo aumento de 50% dos preços contratuais de referência para o minério de ferro a partir do ano fiscal que começa em 1 de abril, segundo o jornal China Daily, citando fontes que não se identificaram. "Seria muito bom para a Vale", disse um analista, lembrando que a maioria dos economistas vinha trabalhando com reajuste médio de 35%.

Em termos de balanços, o destaque é o lucro líquido de R$ 1,764 bilhão no quarto trimestre, informado hoje pela AmBev. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia no quarto trimestre foi de R$ 3,021 bilhões.

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