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05/03/2010 - 10h02

Dólar comercial abre em queda de 0,56%, a R$ 1,782

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,56%, negociado a R$ 1,782 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,11%, cotada a R$ 1,792. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,50%, a R$ 1,782.

O dia da divulgação dos dados de emprego (payroll) dos Estados Unidos chegou e a apreensão coloca freios nas mesas de negociações durante a manhã. Enquanto os investidores aguardam os números oficiais, as informações positivas que chegam da China servem para atenuar a cautela que permeou os negócios durante toda a semana.

No discurso anual de abertura do Congresso Nacional do Povo, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou que os principais objetivos do governo neste ano serão aumentar o consumo interno, acelerar a reestruturação da economia e controlar a inflação. O premiê também previu que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá em torno de 8% neste ano, índice considerado conservador pelos analistas, que esperam uma taxa de expansão de 9% a 10%. Wen confirmou ainda a meta de concessão de US$ 1 trilhão em novos créditos em 2010. No ano passado, a cifra foi de US$ 1,4 trilhão, o dobro do registrado em 2008.

Mesmo bem recebidas, as palavras do premiê não são capazes de fazer os investidores esquecerem o dilema europeu, com epicentro na Grécia. As greves contra o pacote fiscal continuam atingindo o país que, apesar das medidas anunciadas, ainda não recebeu a ajuda dos vizinhos europeus.

A China também foi pouco para esconder o temor de que o payroll não ateste a recuperação dos EUA. As expectativas têm sido acompanhadas de ponderações segundo as quais o mau tempo e as fortes nevascas que atingiram os EUA recentemente devem pressionar os dados para pior.

No Brasil, o mercado também estará atento às palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participa do seminário "Perspectivas da Taxa de Câmbio 2010", organizado pela FGV Projetos. O evento ocorre até as 12h30. O mercado reagirá a eventuais anúncios de medidas concretas, o que é difícil de ocorrer. "Se o ministro se ativer a falar sobre as suas posições e ideias que defende, os investidores não devem reagir. O mercado já conhece as ideias do ministro", afirma uma fonte.

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