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12/03/2010 - 20h27

Serra: greve dos professores não pegou, 'graças a Deus'

Matão, SP - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), avaliou a greve dos professores no Estado de São Paulo como um "movimento pequeno" e que vai contra "as coisas boas" feitas pelo governo estadual na área da educação. O tucano, que foi recebido com vaias durante a inauguração de uma UTI Neonatal em um hospital de Matão (SP), disse que não ouviu o protesto feito por um grupo de professores e afirmou que a greve estadual "graças a Deus não pegou". Segundo o governador, os professores protestam contra o aumento salarial por mérito e contra a doação de materiais escolares para as crianças.

Antes do evento no interior paulista, um grupo de cerca de 20 professores esperou o governador do lado de fora do hospital com faixas de protestos, pedindo que ele atenda às reivindicações do magistério. O governador, que chegou com uma hora e meia de atraso, evitou o contato com os professores e entrou pelos fundos do hospital.

Serra mais uma vez evitou falar sobre política e não respondeu a indagações feitas sobre a sucessão no Palácio do Planalto. O governador se negou ainda a comentar as críticas feitas ontem pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que cobrou uma participação maior de Minas Gerais na corrida eleitoral, referindo-se ao governador Aécio Neves (PSDB-MG).

Durante a cerimônia de inauguração, Serra foi elogiado pelo deputado estadual Uebe Rezeck (PMDB) e pelo deputado federal Lobbe Neto (PSDB). Já o prefeito de Matão, Adauto Scardoelli (PT), evitou o embate político com o governador e fez elogios a Serra. O prefeito chamou o tucano de "democrata" e disse que fica feliz quando o vê em fotos publicadas pela imprensa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Durante discurso, o governador estava bem-humorado e disse que recebeu de um dos seus assistentes um trecho da música "Saudades de Matão", de Jorge Galati e letra de Raul Torres, mas disse que não iria cantá-la por dois motivos. "Ou os repórteres vão achar que estou fazendo campanha ou vão achar que sou tão bom como cantor que não preciso ser governador", brincou.

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