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16/03/2010 - 17h58

Petróleo sobe para US$ 81,70 com o apetite por risco

Nova York - Os preços dos contratos futuros do petróleo subiram mais de 2% hoje, impulsionados pelo retorno do apetite dos investidores por risco, que refletiu a melhora da expectativa para a economia com a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de deixar as taxas de juros inalteradas.

As preocupações sobre a dívida soberana da Grécia também diminuíram um pouco depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor's reiterou os ratings soberanos BBB+ de longo prazo e A-2 de curto prazo do país.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do petróleo leve com vencimento em abril fechou em alta de US$ 1,90 (2,38%), a US$ 81,70 o barril. No mercado eletrônico ICE, o contrato do Brent para abril subiu US$ 1,13 (1,45%), a US$ 79,02 o barril.

O Federal Reserve manterá as taxas de juros inalteradas em uma faixa entre zero e 0,25% e previu que as taxas de juros ficarão "excepcionalmente baixas por um período prolongado". A decisão do Fed ocorreu no final das negociações do petróleo, mas os preços já tinham subido acentuadamente na expectativa de que não haveria mudança na política monetária do banco. O anúncio do BC americano anulou as preocupações demonstradas pelo mercado na segunda-feira de que se a instituição sinalizasse que poderia elevar as taxas de juros e reduzir seu estímulo fiscal, isso poderia reduzir o ritmo da recuperação econômica e limitar o crescimento da demanda por petróleo.

O desempenho mais fraco do dólar ante o euro, uma vez que as preocupações sobre a dívida da Grécia diminuíram, também ajudou a impulsionar os preços do petróleo. A queda do dólar pode levar a uma alta dos preços, já que torna o custo da commodity denominada em dólar mais barata para os detentores de outras moedas.

A alta do petróleo também foi conduzida pela corrida dos operadores para recomprar os contratos que eles tinham vendido pela manhã quando a commodity caiu para uma mínima em duas semanas. A queda refletiu os temores sobre a dívida soberana europeia e a possibilidade de um novo aperto nas políticas monetárias na China.

Os participantes do mercado vão monitorar as notícias sobre a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), amanhã, em Viena. A Opep deve provavelmente manter os limites formais de produção inalterados, apesar que algumas questões em torno do compromisso com as cotas poderão ser discutidas na reunião. As informações são da Dow Jones.

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