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17/03/2010 - 17h36

Copom deixa câmbio cauteloso e dólar fecha a R$ 1,765

São Paulo - O mercado de câmbio operou na defensiva nesta quarta-feira, à espera da conclusão de dois fatos que têm mobilizado os investidores e os negócios nos últimos pregões. O primeiro é o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, sobre a taxa Selic (juro básico da economia), que deve ser divulgado no início da noite. O segundo é o resultado da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da OSX, do grupo do empresário Eike Batista, que foi fartamente antecipado pelo mercado de câmbio. Ambos contribuíram para o dólar sair do nível de R$ 1,80 no encerramento do mês de fevereiro para as cotações atuais, na casa de R$ 1,76.

Quanto ao Copom, os operadores lembram que há muito tempo as apostas em relação às decisões possíveis não se dividiam tanto. A taxa Selic não é alterada desde julho de 2009, quando houve o corte para os atuais 8,75% ao ano. Agora, há consenso de que o juro terá de ser elevado em decorrência da retomada da atividade econômica em breve, mas, para alguns, essa urgência é maior do que para outros.

Nos últimos dias, os mais otimistas com o crescimento da atividade econômica do País vinham engrossando as apostas no início do aperto monetário hoje. Mas o pregão desta quarta-feira chegou ao fim com os juros futuros devolvendo parte da alta recente de taxas. Ou seja, os negócios de última hora foram fechados de olho numa elevação de juro somente em abril.

E a divisão não se refere somente ao timing da retomada do aperto monetário. A magnitude da eventual elevação também mereceu discussões e apostas divergentes. Parte do mercado cravou alta de 0,25 ponto porcentual. Os mais agressivos estimam elevação de 0,5 ponto porcentual.

O fato é que, para o mercado doméstico de câmbio, um adiamento da elevação da Selic para abril poderá provocar ajuste de alta na cotação do dólar. Isso porque quando uma parcela do mercado começou a precificar a possibilidade de alta da Selic em março, nos DIs, a cotação do dólar sofreu um ajuste para baixo. E isso tende a ser devolvido.

Ainda mais que pode ocorrer em simultâneo com uma frustração do mercado com relação às expectativas de entradas de recursos. É aí que entra o segundo fato do dia: o IPO da OSX. Inicialmente, a expectativa era de que a operação rendesse cerca de R$ 10 bilhões. E os comentários davam conta de que quase 100% seria de participação de estrangeiros. Investidores domésticos, se houvesse, teriam parcela marginal. Nesta tarde, a expectativa era de que a operação encerrasse em cerca de R$ 3 bilhões e as avaliações nas mesas de operações eram de que boa parte disso nem viria do exterior. Segundo operadores, pelo menos uma parte dos estrangeiros interessados na OSX estaria vendendo outros papéis do grupo de Eike Batista para comprar a nova empresa. A conferir.

No fechamento do mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial foi cotado a R$ 1,765, leve alta de 0,06% no dia. Na BM&F, o dólar à vista também fechou a R$ 1,765, mas com recuo de 0,11% porque o ajuste da taxa de ontem é diferente. O euro comercial caiu 0,12% para R$ 2,426.

No segmento de câmbio turismo, o dólar caiu 1,76% hoje para R$ 1,847 (venda) e R$ 1,70 (compra). O euro turismo recuou 2,10% para R$ 2,513 (venda) e R$ 2,342 (compra), em média.

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