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17/03/2010 - 17h28

Ibovespa recua 0,31%, na contramão de Nova York

São Paulo - Em dia de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic (juro básico da economia brasileira), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) trabalhou indecisa, ora em alta ora em queda, a despeito do sinal positivo no exterior. O índice Bovespa tinha argumentos para avançar e, por várias vezes, voltou a recuperar os 70 mil pontos, mas não havia fôlego para se manter nesse patamar. A uma hora do final, o índice renovou as mínimas, com uma realização generalizada nos papéis.

O Ibovespa terminou em queda de 0,31%, aos 69.723,24 pontos. Na mínima do pregão, registrou 69.376 pontos (-0,81%) e, na máxima, os 70.424 pontos (+0,69%). No mês, acumula ganho de 4,84% e, no ano, de 1,66%. O giro financeiro totalizou R$ 5,408 bilhões. Os dados são preliminares.

Segundo um operador, há uma forte resistência no nível de 70 mil pontos, daí o índice ter pisado várias vezes nele nas últimas semanas, sem conseguir se firmar. Hoje, o clima externo proporcionou atração pelo risco, com consequente alta das commodities, mas isso foi insuficiente para um retorno maciço dos investidores estrangeiros. De acordo com essa fonte, eles até fizeram algumas compras por aqui, mas nada que pudesse levar o índice a um novo patamar. E ele acha difícil, diante do atual quadro econômico global, isso ocorrer no curto prazo. "É preciso um algo mais para o índice ir além", comentou.

O Banco Central faz hoje sua mais polêmica reunião dos últimos tempos, com a divisão das expectativas do mercado em torno do início do aperto da taxa Selic. Hoje, aumentaram as apostas de que a taxa básica de juros só subirá em abril, mas o placar mesmo assim está bastante apertado. Qualquer que seja seu resultado, no entanto, a avaliação é de que as ações já estão, em boa medida, precificadas, muito embora sempre ocorram ajustes de última hora.

No exterior, o sinal hoje foi positivo, tanto na Europa quanto nos EUA. No velho continente, a taxa de desemprego do Reino Unido registrou em fevereiro a maior queda desde novembro de 1997, elevando as esperanças de que a recuperação da economia britânica esteja ganhando velocidade. Nos EUA, o resultado de ontem da reunião do banco central americano - que manteve os juros entre zero e 0,25% ao ano e previu que as taxas devem seguir baixas por um tempo prolongado - e o índice de preços ao produtor de hoje embasaram as compras da sessão. O Dow Jones terminou o dia em alta de 0,45%, aos 10.733,67 pontos, S&P avançou 0,58%, aos 1.166,21 pontos, e Nasdaq ganhou 0,47%, aos 2.389,09 pontos.

Também nos EUA, o contrato do petróleo para abril terminou a US$ 82,93 o barril, em alta de 1,50%, estimulada pela melhora da confiança na recuperação econômica e pelos dados de estoques. Petrobras ON subiu 0,02% e PN caiu 0,16%. Vale fechou em alta de 0,11% na ON e em queda de 0,38% na PNA.

Saindo das blue chips, o destaque do dia foi OSX. A empresa de serviços para indústria de petróleo do grupo do empresário Eike Batista decidiu reduzir a quantidade de ações em sua oferta inicial e também o preço-alvo, depois de os acionistas controladores terem se comprometido com um aumento de capital privado de até US$ 1 bilhão.

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