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17/03/2010 - 09h55

Laboratórios atrasam envio de vacina contra gripe A

São Paulo - Fabricantes da vacina contra a gripe suína estão entregando o produto no limite dos prazos para as etapas da megacampanha de vacinação, com atraso em relação ao cronograma ideal, afirmou ontem o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage. Mas, segundo ele, até o momento não há "nenhum comprometimento sério" da imunização. Os laboratórios negam o atraso.

Segundo o diretor, os imunizantes têm chegado fora do prazo ideal (15 dias antes do início da etapa da vacinação), em datas muito próximas do começo das etapas programadas até maio. Ele afirmou que os laboratórios disponibilizaram as vacinas com tanto atraso que só anteontem as últimas doses da primeira fase da campanha, que começou no dia 8, puderam ser enviadas para alguns Estados.

Hage afirma que o problema atinge todos os fornecedores (Novartis, GSK e Sanofi-Aventis), incluindo o Instituto Butantã, do governo de São Paulo. "Alguns mais, outros menos", disse. Caso ocorram atrasos no cronograma, os fornecedores poderão ser multados.

Médicos de São Paulo, Distrito Federal e Paraná reclamaram pessoalmente ao dirigente, no decorrer do 46.º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em Foz do Iguaçu (PR), sobre a falta de imunizantes em suas unidades de saúde na fase atual da campanha.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, os laboratórios negaram o atraso. Novartis, Instituto Butantã, Sanofi-Pasteur e GlaxoSmithKline (GSK) afirmam estar "cumprindo rigorosamente" os prazos estabelecidos com o governo federal, para garantir o calendário de vacinação.

Bulas desatualizadas

Diante de reclamações de profissionais de saúde, Hage confirmou ontem que algumas vacinas do laboratório Sanofi-Pasteur para imunizar gestantes e crianças estão com as bulas desatualizadas, pois não houve tempo de a empresa imprimir novas orientações.

Os textos em português afirmam que a vacina não é recomendada para crianças e gestantes em razão de falta de estudos, mas o laboratório apresentou estudos mais recentes à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, comprovando que não há risco. O produto foi liberado para o público, mas ainda com as bulas velhas. O laboratório já pediu à Anvisa a atualização da bula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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