UOL Notícias Notícias
 

18/03/2010 - 16h41

Ajuste pós-Copom derruba juro futuro na BM&F

São Paulo - O mercado de juros realizou hoje os esperados ajustes à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 8,75% ao ano, tirando prêmios dos contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI), uma vez que boa parte dos investidores estava posicionada para uma alta da taxa básica ontem. Os juros tombaram em uma sessão de volume novamente explosivo - só na primeira parte de negócios mais de 5 milhões de contatos de DI já haviam sido negociados -, tornando velho o recorde de ontem de 4.544.750 contratos.

Ao término da negociação normal da BM&F, o DI com vencimento em abril de 2010 (3.144.405 contratos negociados hoje), em que estavam concentradas as posições para a decisão do Copom de ontem, projetava taxa de 8,627% ao ano, de 8,80% no ajuste de ontem; o DI de julho de 2010 (1.153.400 contratos negociados) projetava 9,11% ao ano, de 9,28% ontem; e a projeção do DI com vencimento em janeiro de 2011 (803.900 contratos negociados) caía para 10,27% ao ano, de 10,46% ontem.

O resultado do Copom teve um placar dividido, com três dos oito diretores defendendo uma elevação da taxa básica de juros em 0,5 ponto porcentual ontem mesmo, e um comunicado sucinto e que pouco mudou em relação ao anterior. A falta de consenso na votação foi lida com um claro sinal de que de abril não passa o início do ciclo de alta da Selic. A discussão agora é sobre a magnitude do aumento em abril, com alguns analistas acreditando que, ao esperar mais um mês para "descongelar" a taxa, o Copom pode ter de ser mais agressivo, impondo um acréscimo de 0,75 ponto porcentual. Desde julho do ano passado, a taxa Selic se encontra no nível de 8,75% ao ano.

"Se a inflação 'espirrar' em março, aí o mercado tende a construir um consenso em torno da aposta de alta de 0,75 ponto. O placar dividido foi um sinal de que vem ao menos 0,5 ponto de aumento na próxima reunião", diz Octavio Vaz, gestor de renda fixa da Global Equity. Segundo ele, enquanto alguns profissionais preveem um IPCA entre 0,30% e 0,35%, já há expectativas de um número entre 0,50% e 0,55%.

O mercado poderá afinar seus prognósticos para o próximo encontro do Copom, nos dias 27 e 28 de abril, a partir da ata da reunião de ontem, a ser divulgada na quinta-feira da semana que vem. No documento, o BC terá mais uma oportunidade para eventualmente "preparar" o mercado para suas futuras intenções.

Nesta tarde, o Ministério do Planejamento informou que o governo federal decidiu cortar R$ 21,805 bilhões das despesas do Orçamento da União em 2010. Segundo o ministro Paulo Bernardo, é o maior corte já feito durante o governo Lula. No ano passado, o corte foi de R$ 21,4 bilhões.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    14h00

    -0,48
    3,267
    Outras moedas
  • Bovespa

    14h07

    1,04
    63.883,44
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host