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18/03/2010 - 10h16

Dólar comercial abre em alta de 0,68%, a R$ 1,777

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,68%, negociado a R$ 1,777 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,06%, cotada a R$ 1,765. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 0,74%, a R$ 1,778.

Todos os três fatores que levaram o dólar para menos R$ 1,80 neste mês foram alterados. Por isso, a reação racional dos investidores seria de reassumir trajetória de alta da moeda norte-americana ante o real a partir de hoje. A frustração com a oferta pública inicial de ações (IPO) da OSX, a manutenção da Selic em 8,75% ao ano e a piora das perspectivas em relação à Grécia devem imprimir rumo de alta para a moeda norte-americana.

Ontem, o Copom informou que a taxa de juros do Brasil permanecerá em 8,75% ao ano, pelo menos até o fim de abril. No mercado de câmbio, a perspectiva de parte dos investidores de que a Selic seria elevada ainda este mês havia ajudado na queda das cotações nos últimos dias.

A operação de abertura de capital da OSX também foi frustrante. Inicialmente estimada em R$ 9,9 bilhões e com comentários de que a colocação dos papéis seria feita integralmente junto a investidores estrangeiros, a operação foi redimensionada por falta de demanda. A mudança na oferta chegou a gerar diversos ruídos nas mesas de câmbio, entre eles, o de que ela seria cancelada.

No entanto, a operação teria sido concluída ontem, em um total de R$ 3,3 bilhões, um terço do inicialmente previsto. Se a abertura de capital da OSX, embora encolhida, se concretizou, o mesmo não ocorreu com a Renova Energia. Ontem, a empresa solicitou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a interrupção da análise do pedido de registro de oferta pública primária de certificados de depósito de ações (units) por até 60 dias úteis. Todos os pedidos de reserva feitos por investidores serão cancelados.

O contraponto seria a Gafisa. Pela terceira vez no mercado, a empresa deve conseguir R$ 1,3 bilhão. Os investidores acreditam no sucesso da operação. "O setor de construção está firme e as perspectivas são as melhores", disse um operador.

No exterior, a Grécia volta a roubar o sossego dos investidores e pressiona o euro para baixo, em favor do dólar. Declarações feitas ontem pela chanceler alemã Angela Merkel, de que os países que ameaçam a estabilidade da zona do euro deveriam ser submetidos à expulsão abalam os negócios. Ela também afirmou que as nações europeias não deveriam tomar uma "decisão precipitada" para ajudar a Grécia.

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