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18/03/2010 - 17h30

Em sessão insossa, Ibovespa recua 0,04%

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um pregão encruado nesta quinta-feira, que mais parecia uma repetição do da véspera. Depois de bastante oscilação no início das negociações, no entanto, o índice adotou a trajetória negativa com mais firmeza - e mais cedo - do que ontem, mantendo-se assim até o fim e, de novo, afastando-se um pouco mais dos encantados 70 mil pontos.

O Ibovespa recuou 0,04%, aos 69.697,33 pontos. Na mínima, registrou 68.972 pontos (-1,08%) e, na máxima, os 70.128 pontos (+0,58%). No mês, acumula ganho de 4,80% e, no ano, de 1,62%. O giro financeiro totalizou R$ 5,656 bilhões. Os dados são preliminares.

Uma conjunção de fatores foi citada como justificativa para o desempenho do índice, embora nenhum tenha sido a razão primordial para a queda. A Grécia voltou a preocupar os agentes financeiros e elevou a aversão a risco, derrubando as commodities. A Bovespa ainda sofre para furar os 70 mil pontos, considerada uma resistência forte e para a qual será preciso mais do que um alfinete para romper. E os indicadores divulgados nos EUA nos últimos tempos não têm contribuído muito nesse sentido. Se não têm atrapalhado, eles também não têm mostrado uma recuperação vigorosa, que é o que querem constatar os analistas.

Pela manhã, saiu uma notícia, atribuída a um membro do alto escalão do governo grego, dando conta de que a Grécia poderia buscar ajuda financeira do FMI no final de semana de Páscoa, entre 2 e 4 de abril, uma vez que parece bastante difícil que a União Europeia abra seus cofres para ajudar o endividado país. Esse vai-não-vai da situação grega trouxe instabilidade aos ativos, mesmo depois que o governo grego desmentiu a informação divulgada mais cedo, assim como também o fez o FMI. Mesmo com os desmentidos, o estrago já tinha sido feito e as Bolsas europeias fecharam em baixa.

Nos EUA, a situação grega e a queda dos papéis ligados a commodities pesaram sobre os índices, mas esses exibiram melhora ao longo da sessão em reação aos indicadores, que vieram, no geral, em linha. A inflação no varejo medida pelo CPI ficou estável em fevereiro ante janeiro e o núcleo subiu 0,1%. Os economistas estimavam alta de 0,1% para ambos. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego caíram 5 mil, menos do que os 7 mil pedidos previstos. Já o índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia avançou para 18,9 em março, de 17,6 em fevereiro, superando as expectativas dos economistas de que avançaria para 17,8, enquanto o índice dos indicadores econômicos antecedentes subiu 0,1% em fevereiro, após alta não revisada de 0,3% em janeiro. A variação ficou em linha com a previsão.

O Dow Jones terminou a sessão em alta de 0,42%, aos 10.779,17 pontos, o S&P perdeu 0,03%, aos 1.165,82 pontos, e o Nasdaq encerrou com ganho de 0,09%, aos 2.391,28 pontos.

No Brasil, a queda das matérias-primas pesou nos papéis como siderúrgicas e blue chips. Gerdau PN foi exceção e subiu 0,11%. Metalúrgica Gerdau PN caiu 0,74%, Usiminas PNA perdeu 0,87%, CSN ON recuou 0,88%, Vale ON teve baixa de 0,98% e Vale PNA, de 0,65%.

Petrobras ON fechou com variação negativa de 0,36% e PN, de 0,35%. Na Nymex, o contrato do petróleo para abril terminou em baixa de 0,88%, a US$ 82,20.

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