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18/03/2010 - 15h25

Europa fecha em baixa; Grécia ainda preocupa

Londres - As principais bolsas europeias fecharam em baixa, com os investidores ainda nervosos com os problemas da dívida soberana da Grécia. Como resultado, o euro voltou a cair frente ao dólar. Operadores disseram que neste momento existe uma indefinição entre os investidores, que estão indecisos sobre se devem aumentar ou reduzir suas posições. Quando isto acontece, os mercados tendem a ficar à deriva, de lado, segundo analistas do City Index.

"É provável que os indicadores econômicos venham a desempenhar um importante papel em ajudar os investidores a decidir o que fazer em seguida", acrescentou o City Index.

Em Londres, o índice FT-100 caiu 2,01 pontos (0,04%) e fechou com 5.642,62 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 19,71 pontos (0,50%) e fechou com 3.938,18 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 caiu 11,97 pontos (0,20%) e fechou com 6.012,31 pontos.

A Grécia está atualmente tentando lidar com seu encargo da dívida e o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, lançou um pedido para que os líderes da União Europeia concordem na próxima semana com um pacote de empréstimo stand-by, segundo informou o Wall Street Journal. Em informes anteriores, a mídia especula que a Grécia pode recorrer ao FMI se a Europa não surgir com um claro apoio no encontro de cúpula de 25 de março.

Em Atenas, o índice ASE Composite caiu 3,4% para 2.019,62 pontos. Durante a sessão europeia, o euro caiu 0,9% para US$ 1,3607. Os bancos gregos sofreram uma grande pressão de baixa, com EFG Eurobank caindo 7,1% e o Piraeus Bank recuando 5,3%.

As ações do National Bank of Greece fecharam em baixa de 6%. Depois do fechamento do mercado, o banco disse que seu lucro anual caiu 40% para 923 milhões de euros, atingido por 1,06 bilhão em provisões e 238 milhões em baixas contábeis em sua carteira de bônus e de ações. Antes das previsões e impostos, o lucro cresceu 2% para 2,59 bilhões de euros. O banco disse seu capital Tier 1 caiu 0,9 ponto porcentual para 11,3%.

O National Bank of Greece disse que 2010 será um "ano difícil" e que vai se concentrar na manutenção da qualidade de ativos e controle de custos enquanto aproveita a dinâmica das operações internacionais.

O setor bancário europeu, no geral, teve um fraco desempenho. As ações do Credit Suisse caíram 0,36% e as do BBVA recuaram 1,78%, depois dos estrategistas do Citigroup terem rebaixado todo o setor financeiro global de "overweight" para "neutra". Eles argumentaram que o setor teve um desempenho "beta" ultra elevado durante o declínio do mercado e subsequente recuperação, mas que "a tendência era do desempenho acima da média diminuir gradualmente um ano depois que o mercado atinge o piso do ciclo econômico".

Entre as notícias corporativas, as ações da Enel caíram 1,83%. A companhia italiana informou que seu lucro líquido cresceu 1,9% em 2009 para 5,34 bilhões de euros, resultado que refletiu um ganho - de impacto único - de 970 milhões de euros obtido com a venda da Acciona. A Enel prevê um declínio no lucro líquido para 4 bilhões de euros em 2010, que no entanto deverá subir para 4,1 bilhões de euros em 2011. Em 2014, a companhia espera obter um lucro líquido de 5,4 bilhões de euros.

As ações da British Airways subiram 0,71% e as da Iberia avançaram 1,33% em reação aos informes de que ambas as companhias vão aprovar seu plano de fusão em 25 de março.

Em Milão, o índice FTSE/MIB caiu 117,43 pontos (0,51%) e fechou com 22.785,15 pontos; em Madri, o índice Ibex-35 recuou 93,30 pontos (0,84%) e fechou com 11.073,50 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 56,33 pontos (0,69%) e fechou com 8.111,29 pontos. As informações são da Dow Jones.

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