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19/03/2010 - 18h06

Advogado de defesa deixa caso de turista alemã morta

Recife - O advogado de defesa dos principais suspeitos da morte da turista alemã Jennifer Kloker, Célio Avelino, deixou hoje o caso. Segundo ele, houve quebra de confiança entre ele e seus clientes - a sogra de Jennifer, Delma Freire de Medeiros, o viúvo Pablo Tonelli e o sogro, Ferdinando Tonelli. "Conversei com eles, eles entenderam e pediram desculpas", afirmou Avelino, que continua responsável pela defesa até que seja contratado outro advogado. "Eles não podem ficar desassistidos", justificou.

Avelino tomou a decisão quatro dias depois de um ex-presidiário ter afirmado ter sido orientado pelo advogado e por Delma numa tentativa de farsa em que ele assumiria a autoria do crime em troca de R$ 20 mil e um passaporte. Avelino negou participação e afirmou que este fato não influenciou a decisão. "Houve quebra de confiança", repetiu, sem dar mais detalhes.

Em um procedimento previsto por lei, o juiz de São Lourenço da Mata, Djaci Salustiano da Silva, realizou hoje a primeira audiência sobre a morte da alemã naturalizada italiana, ainda antes da conclusão do inquérito pela polícia. O juiz ouviu Roberta Freire - irmã de Pablo e filha de Delma - que retorna em breve para Rimini, na Itália, onde mora, levando o sobrinho de três anos - filho de Jennifer e seu irmão - que deverá ficar sob sua guarda.

O juiz explicou que a antecipação do depoimento evita o risco de se retardar o processo. Caso Roberta retornasse à Itália sem depor, teria de ser ouvida pela polícia italiana, que enviaria o depoimento à polícia brasileira através de carta precatória.

O depoimento foi assistido pelos quatro suspeitos da morte de Jennifer - Delma, os Tonellis e o vigilante Alexsandro Neves dos Santos. Populares que aguardavam a sua chegada no entorno do fórum os receberam sob a acusação de "assassinos". Eles não foram ouvidos pela justiça. Os quatro cumprem prisão temporária.

O corpo de Jennifer foi encontrado alvejado de balas nas margens da BR-408, no município metropolitano de São Lourenço da Mata, na madrugada do dia 17 de fevereiro. Delma e os Tonelli afirmaram terem sido vítimas de um assalto e Jennifer teria sido sequestrada. As investigações policiais apontam a família como responsável pelo assassinato.

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