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22/03/2010 - 10h05

Dólar comercial abre em alta de 0,50%, a R$ 1,81

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,50%, negociado a R$ 1,81 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de sexta-feira, a moeda norte-americana fechou com aumento de 0,84%, cotada a R$ 1,801. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 0,75%, a R$ 1,81.

O ambiente de cautela no qual o mercado de câmbio fechou a semana passada tem continuidade na retomada dos negócios na manhã de hoje. As preocupações giram em torno do encaminhamento que será dado à política monetária nos países emergentes e dos problemas fiscais na Europa. No Brasil, os olhos devem voltar-se para o fluxo de recursos e para as apostas do mercado para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

A decisão da Índia, de aumentar a taxa de juros na semana passada, aumenta a apreensão em relação ao destino das políticas monetárias de outras economias que estão sendo vistas como motores da atividade global, principalmente a chinesa. O temor é de que uma onda generalizada de alta de juros nas economias periféricas, antes que se consolide a recuperação dos países desenvolvidos, atrase uma retomada global.

Na Europa, o dilema continua o mesmo: o que fazer para equacionar os problemas fiscais que assolam a Grécia e ameaçam outras economias, como as de Portugal, Espanha e Itália? Ainda sem resposta, o mercado revela aversão ao risco, o que favorece o dólar.

Já as questões internas que estão em pauta no mercado de câmbio podem servir de contraponto à pressão de alta da moeda norte-americana vinda do exterior. Depois da frustração com a operação da OSX, o que exigiu ajuste nas taxas de câmbio, as captações corporativas continuam e os investidores apostam em fluxo de recursos positivo.

Além disso, o Copom não corroborou a alta da Selic em março, derrubando a possibilidade de um fluxo adicional de dólares de curto prazo, que aproveitariam o diferencial de juros. Agora, há consenso de que o juro será elevado em abril. Alguns analistas já começam a vislumbrar a possibilidade de que a dose de aumento da Selic seja bem maior, de até 0,75 ponto porcentual.

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