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24/03/2010 - 13h42

Petróleo recua com alta do dólar e aumento de estoques

Nova York - Os preços dos contratos futuros do petróleo estão em baixa, diante da apreciação do dólar em relação a outras moedas fortes, como o euro, e reagindo a dados que mostraram um aumento significativo nos estoques norte-americanos da commodity e serviram como argumento para que o mercado pressionasse brevemente o valor do barril para abaixo de US$ 80 mais cedo.

Às 13h34 (de Brasília), o contrato do petróleo com vencimento em maio negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caía US$ 1,31, ou 1,60%, para US$ 80,60 por barril, com mínima de US$ 79,88 e máxima de US$ 81,64 durante a sessão. Antes da divulgação dos dados sobre os estoques norte-americanos da commodity, o contrato estava ao redor de US$ 80,10 por barril.

Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para maio tinha queda de US$ 1,20, ou 1,49%, para US$ 79,50 por barril.

O petróleo já era negociado em baixa antes da divulgação dos dados sobre os estoques nos EUA por conta da fraqueza do euro em relação ao dólar. A moeda europeia perdeu força após a agência de classificação de risco Fitch ter reduzido o rating de Portugal. A alta do dólar tende a pesar sobre ativos denominados na moeda norte-americana porque torna esses produtos mais caros para investidores que detêm outras divisas.

Às 13h35 (de Brasília), o euro caía para US$ 1,3344, de US$ 1,3496 na terça-feira, enquanto o dólar subia para 92,11 ienes, de 90,40 ienes ontem.

Segundo o Departamento de Energia dos EUA (DOE), os estoques de petróleo do país cresceram 7,245 milhões de barris na semana encerrada em 19 de março, quase seis vezes mais do que o aumento de 1,4 milhão de barris previsto por analistas consultados pela Dow Jones. Os estoques da commodity na cidade de Cushing - ponto de entrega física dos barris negociados na Nymex - aumentaram 600 mil barris durante o período, para 30,5 milhões de barris.

O aumento dos estoques de petróleo, no entanto, foi atribuído a um aumento nas importações após atrasos na entrega do produto provocados pelo tempo ruim nos EUA recentemente. Isso diminuiu parcialmente a pressão do dado sobre os contratos futuros. As informações são da Dow Jones.

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