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25/03/2010 - 17h38

Bolsa recua 0,68%, para menor nível desde 4 de março

São Paulo - Depois de um breve intervalo ontem, a aversão a risco global voltou a diminuir nesta quinta-feira e as Bolsas globais retomaram a trajetória de alta - pelo menos na maior parte do dia. A ajuda ao Dubai World e declarações do presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, aliviaram os temores sobre a Grécia, enquanto o dado de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA reforçou as compras de ações em Wall Street. Aqui, a Bovespa acompanhou essa trajetória até o meio da tarde, mas o ritmo foi perdendo fôlego e o índice passou a cair, seguindo Nova York. Ao contrário de ontem, as ações da Petrobras recuaram e, na hora final, esse movimento ganhou reforço de papéis de peso, como Vale e siderúrgicas.

O Ibovespa terminou em baixa de 0,68%, aos 68.441,66 pontos - menor nível desde 4 de março (67.814,71 pontos). Na mínima, registrou 68.377 pontos (-0,78%) e, na máxima, os 69.572 pontos (+0,96%). No mês, a Bolsa sobe 2,92%, mas, no ano, voltou a cair, 0,21%. O giro financeiro totalizou R$ 5,476 bilhões. Os dados são preliminares.

O governo de Dubai anunciou hoje que decidiu injetar US$ 9,5 bilhões no Dubai World, o que alimenta a esperança de que também a Grécia terá uma solução caseira. Na Europa, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, afirmou que a instituição vai continuar aceitando bônus com rating BBB- como garantia no próximo ano - o que beneficia os títulos gregos. A notícia ganha relevância à medida que cresce a pressão externa para uma solução ao país europeu. As Bolsas da região subiram.

Nos EUA, o dado de pedidos de auxílio-desemprego e declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, foram benéficos, mas, no final, as Bolsas viraram, principalmente porque se aproximaram de pontos importantes de resistência, sem força para ultrapassá-los. O Dow Jones ainda conseguiu sustentar uma alta tímida, de 0,05%, aos 10.841,21 pontos, o S&P caiu 0,17%, aos 1.165,73 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,06%, aos 2.397,41 pontos.

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 14 mil, na semana até 20 de março, o dobro da queda de 7 mil prevista. Já Bernanke disse que as taxas de juro excepcionalmente baixas ainda são necessárias para dar suporte à economia norte-americana, mas que o banco central está pronto para apertar o crédito quando for necessário, para evitar a inflação.

No Brasil, as ações da Petrobras já vinham operando em baixa, com vendas de estrangeiros, e ampliaram a queda no final. O petróleo também recuou, mas as perdas foram muito menores, de apenas 0,10% no contrato para maio, a US$ 80,53 o barril. Petrobras ON caiu 2,11% e Petrobras PN, -2,47%.

A ação da mineradora Vale, que operou quase o dia todo em alta, acabou também perdendo o ritmo no final e caiu, embora a maioria dos preços das commodities metálicas tenha subido. Vale ON recuou 0,72% e Vale PNA, -0,68%. O Goldman Sachs elevou hoje sua previsão de alta para o minério de ferro em 2010 de 35% para 60% e do aumento no carvão metalúrgico de 40% para 55%.

Nas siderúrgicas, apenas Usiminas PNA não caiu: fechou estável. Gerdau PN terminou em baixa de 1,01%, Metalúrgica Gerdau PN, de 0,88%, e CSN ON, de 1,58%.

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