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25/03/2010 - 16h47

Juros futuros de longo prazo recuam após ata do Copom

São Paulo - A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada hoje pela manhã, confirmou a expectativa do mercado ao praticamente explicitar que a taxa Selic subirá em abril. Na reunião da semana passada, o Copom decidiu manter a Selic em 8,75% ao ano.

Os juros futuros de curto e médio prazos tiveram ligeiro avanço na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), enquanto as projeções das taxas dos vencimentos de depósito interfinanceiro (DI) de longo prazo cederam. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI de junho de 2010 (71.545 contratos negociados) subia de 8,91% para 8,93% ao ano; o DI de julho de 2010 (391.370 contratos negociados) projetava taxa de 9,16% ao ano, de 9,14% no ajuste de ontem; o DI de janeiro de 2011 (528.125 contratos negociados) estava em 10,36% ao ano, de 10,32% ontem; o DI de janeiro de 2012 (156.810 contratos negociados) passava de 11,69% para 11,70% ao ano; e o DI de janeiro de 2014 (25.000 contratos negociados) estava em 12,11%, de 12,19% ontem.

Embora admitam haver consenso "quanto à necessidade de se implementar um ajuste na taxa básica de juros" com o "objetivo conter o descompasso entre o ritmo de expansão da demanda e a capacidade produtiva e para reforçar a ancoragem das expectativas de inflação", os diretores do BC argumentaram na ata do Copom que a manutenção do juro em 8,75% aconteceu porque a maioria dos membros "entendeu ser mais prudente aguardar a evolução do cenário macroeconômico até a próxima reunião do Comitê, para então dar início ao ajuste da taxa básica".

Boa parte do mercado criticou a redação do texto, questionando que, se era consensual a avaliação sobre a necessidade do ajuste, por que esperar para implementá-lo? "A opção pela manutenção poderia ser coerente - não existe certo ou errado em política de metas de inflação -, mas a falta de argumentação neste sentido abre espaço para outras leituras desta decisão", disseram os economistas Pedro Paulo Silveira e André Perfeito, da Gradual Investimentos.

"O ponto de vista dos diretores que optaram pelo aumento na Selic ficou claro; já a manutenção ficou no ar", afirmaram. Na reunião da semana passada, cinco diretores votaram pela manutenção da taxa, enquanto três deles defendiam uma elevação imediata de 0,5 ponto porcentual.

De todo modo, na curva de juros, a tradução da ata do Copom é a seguinte: os próximos contratos futuros projetam 50% de possibilidade de aumento de 0,5 ponto na taxa básica nas duas próximas reuniões do Copom e 50% de chance de uma elevação de 0,75 ponto nestes dois encontros. Ou seja, o mercado segue dividido sobre a dose de aperto inicial. A magnitude do ajuste na abertura do processo deve ser calibrada pelos próximos dados de inflação, que devem, por sua vez, influenciar as expectativas futuras.

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