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26/03/2010 - 17h36

Bolsa sobe 0,35% no dia, mas perde 0,21% na semana

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo teve um pregão bastante volátil, empurrada para cima pelas notícias e indicadores externos e, para baixo, pela manutenção das ações da Petrobras em território negativo. Os investidores continuam sem muitos argumentos para empurrar o índice Bovespa para além dos 70 mil pontos, e o dia a dia acaba sendo conduzido por notícias pontuais e por muito sobe-e-desce.

O Ibovespa terminou a sexta-feira em alta de 0,35%, aos 68.682,66 pontos. Na mínima, registrou 68.024 pontos (-0,61%) e, na máxima, os 68.910 pontos (+0,68%). No mês, acumula ganho de 3,28% e, no ano, elevação de 0,14%. Na semana, o índice recuou 0,21%. O giro financeiro totalizou R$ 5,699 bilhões. Os dados são preliminares.

Pela manhã, as bolsas externas reagiram positivamente ao anúncio feito ontem, após o fechamento do mercado, de que a União Europeia costurou um plano de ajuda à Grécia com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Embora tenha afastado o risco de inadimplência, a ajuda de modo algum acabou com os temores de espalhamento da crise fiscal a outros países da região, especialmente depois que Portugal teve o seu rating soberano rebaixado pela agência de classificação de risco Fitch.

As incertezas sobre a ajuda à Grécia fizeram as bolsas europeias recuarem. Em Londres, o índice FT-100 caiu 0,43%, aos 5.703,02 pontos. Em Frankfurt, o índice Dax-30 perdeu 0,21%, para 6.120,05 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,29%, aos 3.988,93 pontos.

Nos EUA, saíram hoje dois indicadores, que acabaram puxando as bolsas para cima em boa parte do dia. No entanto, os índices titubearam com a notícia de que um navio sul-coreano afundou após uma explosão numa região disputada pela Coreia do Sul e Coreia do Norte. Como não se sabe ainda o que causou a explosão, o risco de uma tensão geopolítica não foi afastada e isso serviu de mote à uma reversão da trajetória em Wall Street, ainda mais que os índices têm se aproximado de pontos de resistência importantes.

No fim, o Dow Jones garantiu alta de 0,08%, aos 10.850,36 pontos, o S&P subiu 0,07%, aos 1.166,59 pontos, e o Nasdaq terminou em baixa de 0,10%, aos 2.395,13 pontos. A última revisão do PIB dos EUA do 4º trimestre divulgada hoje mostrou expansão de 5,6%, ante 5,9% na divulgação anterior. Na primeira estimativa do dado, o governo calculou um crescimento de 5,7% no período. Os economistas esperavam que o dado mostraria crescimento de 5,8%. Já o índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan ficou em 73,6 em março, mesmo nível de fevereiro, segundo versão final do dado. Na estimativa anterior, o índice estava em 72,5. O índice ficou acima da previsão dos economistas, de 73.

O desempenho do PIB acabou pesando sobre os preços do petróleo, que recuaram. Os investidores estão preocupados com a demanda futura pela commodity. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato para maio perdeu 0,66%, a US$ 80 o barril. Aqui, Petrobras acompanhou, mas os papéis refletiram muito mais do que o preço da commodity.

As dúvidas sobre o processo de capitalização seguem no radar e, hoje, declarações do gerente de relações com investidores, Alexandre Quintão, não foram bem-vistas. Segundo ele, a estatal pode fazer uma chamada de capital apenas entre acionistas preferenciais caso a sua capitalização, com a previsão de cessão onerosa de cinco bilhões de barris de petróleo da União, que está tramitando no Senado, não seja aprovada até o final do primeiro semestre. Ele disse também que a empresa, para cumprir seu plano de negócios de até US$ 220 bilhões até 2014, conta com a capitalização, se não será obrigada a reduzir investimentos. Petrobras ON terminou em baixa de 0,51% e PN, de 1,99%.

Vale fechou em alta. A ação ON subiu 0,90% e a PN, 0,79%.

Cesp PNB avançou 1,76% e ON, 2,10%, após o governo do Estado de São Paulo ter anunciado que a Cesp não será mais privatizada e que os investimentos serão retomados. A estatal paulista de energia avalia a retomada dos investimentos em novas usinas em São Paulo, inclusive de projetos eólicos.

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