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30/03/2010 - 17h31

Bolsa fecha em alta, mas ainda abaixo dos 70 mil pontos

São Paulo - A notícia de que a Vale fechou um reajuste do preço do minério de ferro de quase 100% com uma siderúrgica japonesa - patamar bem maior do que o esperado meses atrás - permitiu à Bolsa de Valores de São Paulo uma arrancada logo na abertura do pregão hoje. E isso reforçou a expectativa de que seria hoje o dia em que finalmente o principal índice à vista romperia novamente os 70 mil pontos - nível registrado pela última vez no fechamento em 13 de janeiro passado. Mas a proximidade da divulgação do nível de emprego nos EUA ("payroll"), na Sexta-feira Santa, justamente num feriado, fez com que os investidores do mercado de ações pisassem no freio.

O índice Bovespa terminou a terça-feira em alta de 0,03%, aos 69.959,58 pontos, terceira sessão seguido no positivo. Na mínima do dia, registrou 69.750 pontos (-0,27%) e, na máxima, os 70.451 pontos (+0,73%). No mês, acumula ganho de 5,20% e, no ano, de 2%. O giro financeiro totalizou R$ 5,471 bilhões. Os dados são preliminares.

A Vale fechou com a siderúrgica japonesa Nippon Steel, a sul-coreana Posco e a japonesa Sumitomo Metal Industries um reajuste provisório de 90% para o minério de ferro, para entre US$ 100 e US$ 110 por tonelada. O valor vai vigorar entre abril e junho. A BHP Billiton também anunciou o fechamento de contratos de venda de curto prazo de minério de ferro para um número "significativo" de clientes na Ásia. Vale ON terminou o pregão em alta de 0,70% e Vale PNA, de 0,18%, ainda ajudadas pela alta dos metais no exterior.

Os papéis das siderúrgicas também deram sua contribuição positiva ao Ibovespa hoje, ao fecharem majoritariamente no azul. Uma das justificativas apontada pelos analistas é que as empresas vão conseguir repassar seu aumento de custos aos preços, já a partir de abril com o pontapé inicial da CSN. Metalúrgica Gerdau PN subiu 1,86%, Usiminas PNA, 0,42%, Gerdau PN, 1,16%. CSN ON foi exceção, ao recuar 0,75%.

Embora no azul, os papéis da Vale subiram menos do que ontem, pois o anúncio já estaria precificado, e também por causa das bolsas norte-americanas, que também oscilaram lá e cá, depois de uma abertura no azul. Os investidores reagiram positivamente ao índice de confiança do consumidor, medido pelo Conference Board, que subiu de 46,4 em fevereiro para 52,5 em março e ficou acima da previsão média dos analistas, de avanço para 51. Mas a proximidade da divulgação de dados do mercado de trabalho deixou os investidores um pouco na defensiva. Os números do payroll sairão na sexta-feira, quando as Bolsas não funcionarão em razão do feriado da Sexta-Feira Santa. E os ganhos acumulados nas últimas sessões, além da proximidade de fortes pontos de resistência, permitem aos investidores não serem tão ousados nos próximos dias.

O Dow Jones terminou hoje em alta de 0,11%, aos 10.907,42 pontos, o S&P ficou estável, aos 1.173,27 pontos, e o Nasdaq subiu 0,26%, aos 2.410,69 pontos. Na Europa, as principais bolsas fecharam em queda, pressionadas pelo declínio nas ações do setor financeiro.

No Brasil, a maioria das ações de bancos subiu. Bradesco PN subiu 0,84%, Itaú Unibanco PN, 1,02%, Santander unit avançou 3,29% e BB ON caiu 0,13%. Segundo estudo da Economática divulgado hoje, os bancos brasileiros são os mais rentáveis quando comparados às instituições financeiras dos Estados Unidos e de toda a América Latina.

Petrobras fechou na contramão do petróleo, ainda influenciada pelo andamento do processo de capitalização da estatal. Petrobras ON caiu 0,38% e PN, de 0,29%. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio subiu 0,24%, a US$ 82,37.

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