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31/03/2010 - 17h38

Bolsa avança 5,82% em março e atinge 70 mil pontos

São Paulo - O índice Bovespa finalmente rompeu hoje o nível de 70 mil pontos, depois de um mês inteiro ensaiando. O ganho que levou o índice a outro patamar, no entanto, não foi exuberante, enfraquecido pela queda das ações norte-americanas, decorrente dos indicadores fracos conhecidos durante o dia.

O Ibovespa subiu 0,59%, aos 70.371,54 pontos. Foi o maior nível desde 13 de janeiro deste ano (70.385,47 pontos). No mês de março, acumulou ganho de 5,82% e, no primeiro trimestre do ano, de 2,60%. Na mínima do dia, registrou 69.573 pontos (-0,55%) e, na máxima, os 70.392 pontos (+0,62%). O giro financeiro totalizou R$ 6,479 bilhões. Os dados são preliminares. No primeiro trimestre do ano passado, a Bovespa havia acumulado alta de 8,99%, sendo que a maior parte desse porcentual - 7,18% - foi registrada em março de 2009 (+7,18%).

Os indicadores norte-americanos conhecidos hoje foram ruins e o sinal negativo predominou em Wall Street. A Bovespa, no entanto, conseguiu descolar-se e, depois de uma manhã de vaivém, firmou-se no azul no período da tarde. As ações da Vale caíram, com os investidores devolvendo parte dos ganhos acumulados com a expectativa do reajuste do minério de ferro. Petrobras, hoje, subiu, acompanhando a alta do petróleo.

Nos EUA, a ADP anunciou na manhã de hoje que foram fechadas 23 mil vagas de trabalho no setor privado em março, resultado bem pior do que a previsão de abertura de 50 mil postos. Como é considerado uma prévia do nível de emprego ("payroll") a ser divulgado pelo Departamento do Trabalho, na sexta-feira, o relatório acabou jogando um balde de água fria no documento que sairá na Sexta-Feira Santa. Para o payroll, que reúne também os números do setor público, é estimada a criação de 203 mil vagas. Também não agradou o índice de atividade industrial do Instituto para Gestão da Oferta (ISM) de Chicago (ex-NAPM), que caiu para 58,8 em março, de 62,6 em fevereiro. O índice ficou abaixo da previsão dos economistas, de 60,8.

O Dow Jones terminou o dia em queda de 0,47%, aos 10.856,63 pontos, o S&P recuou 0,33%, aos 1.169,43 pontos, e o Nasdaq caiu 0,53%, aos 2.397,96 pontos.

O desempenho do petróleo no exterior ajudou a puxar compras para os papéis da Petrobras, já que os especialistas do mercado ainda apontam que as incertezas sobre o processo de capitalização continuam travando os ganhos. Petrobras ON subiu 1,02% e PN, 1,70%, ambos na máxima do dia. No mês, subiram, respectivamente, 2,58% e 2,25%. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio avançou 1,69%, para US$ 83,76. A commodity subiu a despeito dos dados ruins de estoques, já que o relatório mostrou que a demanda por petróleo das últimas quatro semanas foi a mais alta desde outubro de 2008.

Depois de vários pregões em alta por conta do reajuste do minério de ferro - acertado esta semana com as siderúrgicas japonesas e sul-coreanas em 90% - as ações da Vale acabaram passando por uma realização na sessão de hoje. Vale ON caiu 0,52%, mas subiu 13,28% em março. Vale PN ficou estável e avançou 11,47% no mês.

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