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07/04/2010 - 13h02

Petróleo recua com dados de estoques nos EUA

Nova York - Os preços dos contratos futuros do petróleo, que mais cedo eram negociados em queda diante da fraqueza no mercado de ações, acentuaram o declínio após dados do governo dos Estados Unidos mostrarem um aumento maior que o previsto nos estoques norte-americanos da commodity (matéria-prima). Às 12h57 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em maio negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caía 0,48%, para US$ 86,42 por barril, com mínima de US$ 85,75 atingida após a divulgação dos dados sobre estoques. Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em maio recuava 0,14%, para US$ 86,03 por barril.

O Departamento de Energia norte-americano (DOE) divulgou em um relatório que os estoques de petróleo dos EUA cresceram 1,976 milhão de barris na semana encerrada em 2 de abril, superando a alta 1,3 milhão de barris estimada por analistas. Os estoques de gasolina do país, no entanto, encolheram 2,498 milhões de barris durante o período - mais que o dobro do esperado -, enquanto os estoques de destilados, categoria que inclui o diesel e o óleo para calefação, subiram 1,074 milhão de barris, ante previsão de declínio de 1,3 milhão de barris. As refinarias aumentaram a produção, operando a 84,5% da capacidade, de 82,6% na semana passada.

O relatório mostrou também que os estoques combinados de petróleo e derivados atingiram o maior nível desde meados de janeiro e que a demanda por combustíveis nas quatro semanas encerradas em 2 de abril cresceu 1,9% em relação a igual período do ano passado. Apesar disso, os dados não surpreenderam o mercado, que já havia recebido informações semelhantes ontem do relatório sobre estoques elaborado pelo American Petroleum Institute (API), uma instituição do setor privado.

Segundo Mike Zarembski, analista de commodities da OptionsXpress, "tivemos um bom avanço no setor de energia, então não há problema em um pouco de correção". Ele acrescentou que, enquanto a perspectiva predominante no mercado de petróleo for de recuperação na economia e na demanda mundial pela commodity, "o viés será de preços mais altos". O valor do barril subiu cerca de 8% nas últimas duas semanas em Nova York. As informações são da Dow Jones.

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