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08/04/2010 - 17h45

Após temporal, ressaca assusta cariocas

Rio - O mar revolto, com ondas explodindo na orla e formando um tapete de espuma branca cobrindo a areia de alguns trechos, atraiu curiosos nas praias do Rio. A ressaca provocada por um ciclone extratropical - mais um resultado da frente fria que causou os temporais de segunda e terça-feira - invadiu a ciclovia de Ipanema e levou água a metros da pista do Aeroporto Santos Dumont. A previsão era de que a altura das ondas chegasse ao auge esta madrugada.

"Um fenômeno como esse acontece de 10 em 10 anos. Não é comum, mas não tem nada de anormal", explicou Luiz Guilherme Aguiar, doutorando em engenharia costeira pelo programa de pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).

Desta vez, a ressaca chamou atenção por ter afetado a Baía de Guanabara, que é protegida das ondas e costuma ter águas calmas. "Geralmente, as grandes ressacas do Rio são provocadas por ventos do sul ou do sudoeste. Neste caso, as ondas vêm do sudeste - que é a única direção que entra na baía", afirmou Aguiar.

As ondulações formadas pelo mar agitado quebravam nas pedras que protegem a pista do Aeroporto Santos Dumont e alagaram a via de serviço que fica a poucos metros da cabeceira da pista - o que, segundo a Infraero, não prejudicou os voos. A operação das barcas que fazem a travessia pela Baía de Guanabara entre o Rio e a estação Charitas, em Niterói, teve que ser suspensa.

Durante a tarde, a água chegou à Avenida Vieira Souto, que margeia a praia de Ipanema, e carregou areia até a ciclovia. Surfistas aproveitaram as condições do mar em Copacabana e centenas de curiosos assistiram à formação de nuvens brancas de espuma quando as ondas estouravam.

Os administradores dos quiosques da orla de Copacabana empilharam sacos de calcário agrícola na calçada para proteger as entradas dos banheiros subterrâneos durante a noite, caso a água ultrapassasse a faixa de areia. Estima-se que as ondas possam atingir cinco metros perto da orla, mas Aguiar esclareceu que a plataforma continental brasileira faz com que a energia se dissipe ao longo do trajeto e a altura seja menor na chegada às praias.

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