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08/04/2010 - 14h42

Bolsas europeias fecham em queda com situação grega

Londres - As principais bolsas de valores europeias fecharam em queda hoje, com as ações de bancos sofrendo forte desvalorização em meio aos crescentes temores com relação à capacidade da Grécia de rolar sua dívida. O índice pan-europeu fechou em queda de 0,9%, encerrando a sessão em 266,28 pontos. No campo das fusões, a British Airways subiu 2,9% e a espanhola Iberia avançou 1,9%. As duas companhias aéreas firmaram um pacto de fusão depois de um memorando de entendimento sobre o curso da transação. A proposta de fusão ainda precisa ser aprovada pela Comissão Europeia e pelos acionistas das duas empresas.

No setor bancário, os papéis do Société Générale caíram 3,1% em Paris. Em Madri, as ações do Banco Santander recuaram 1,6%. Mas as piores quedas foram registradas pelo setor financeiro grego, com o Banco Nacional da Grécia caindo 7,3% e as ações do Banco Alpha cedendo 7,4%. "Não creio que o setor bancário europeu seja o lugar para se investir no momento. Temos incertezas e há uma série de fatores potenciais que limitará o escopo dos bancos", avaliou Gerhard Schwarz, diretor da equipe de estratégia de investimentos da UniCredit.

Ontem vieram à tona notícias de que os bancos gregos queriam acesso à parte de um pacote de ajuda do governo de 28 bilhões de euros e que os investidores estariam resgatando seu dinheiro. "Uma situação assim não pode se sustentar por muito tempo antes que o setor bancário e toda a economia comecem a ruir", analisou Philippe Gijsels, chefe de pesquisa do BNP Paribas Fortis Global Markets. "Há dúvidas de que o governo grego será capaz de financiar-se. O mercado trabalha com uma crise de liquidez", prosseguiu Schwarz.

O prêmio exigido pelos investidores nos bônus do governo grego com vencimento em dez anos atingiu seu maior nível sobre os títulos alemães desde o lançamento do euro, em 1999, antes de começaram a ceder um pouco depois de comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet. Sem causar surpresa, o Banco da Inglaterra e o BCE mantiveram suas respectivas taxas de referência. Em entrevista coletiva, Trichet disse que um calote da Grécia "não está em questão" e afirmou que a promessa de ajuda feita no mês passado pelos líderes da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda) é um "compromisso sério".

No entanto, o impacto desses comentários foi apenas limitado. "O mercado continua cético com relação ao possível pacote de resgate anunciado até o momento e o presidente Trichet não conseguiu oferecer nada que pudesse consolar os investidores", disse Martin Harvey, gerente de fundos de renda fixa da Threadneedle.

Em Atenas, o índice composto ASE caiu 3,1%, encerrando a sessão em 1.925,82 pontos. Em Paris, o CAC-40 fechou em queda de 1,20%, terminando o pregão em 3.978,46 pontos. O índice Xetra-DAX, da Bolsa de Valores de Frankfurt, cedeu 0,81%, fechando em queda a 6.171,83 pontos. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,86%, fechando em 5.712,70 pontos. As informações são da Dow Jones.

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