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09/04/2010 - 21h20

Corregedoria afasta policiais que escoltavam bicheiro

Rio - A polícia do Rio de Janeiro ainda não conseguiu definir que tipo de artefato e a forma como ele explodiu dentro do carro Corolla blindado do bicheiro Rogério Andrade, ferindo-o no rosto e matando o filho dele, Diogo de Andrade, de 17 anos, na tarde de ontem, no Recreio dos Bandeirantes.

A forma do atentado foi idêntica a que vitimou o sargento da Polícia Militar (PM) Rony Lessa, em outubro passado, quando uma explosão na sua camioneta Hilux provocou a amputação de sua perna. A investigação sobre o caso jamais foi adiante. Segundo policiais federais, Lessa também seria envolvido com a contravenção.

A Corregedoria da PM afastou hoje os cinco militares - um terceiro sargento, dois cabos e dois soldados, todos de unidades policiais diferentes - que em dois carros faziam a segurança do bicheiro na hora do atentado. Pela manhã, ao comentar o assunto, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, foi claro: "Quem trabalha para bandido, bandido é. A investigação tem que seguir todas as etapas de costume, para apurar tudo."

Policiais da Delegacia de Homicídios conversaram com o bicheiro Andrade na noite do atentado, mas alegam que ele estava atordoado e pouco teria contribuído. Hoje, depois de pela manhã não terem conseguido conversar com ele por conta dos remédios que o deixaram dopados, no final da tarde retornaram ao Hospital Barra D?Or, na Barra da Tijuca, zona oeste, na expectativa de tomar oficialmente seu depoimento.

Também foram ouvidas testemunhas, mas o fundamental, segundo estes policiais, é a perícia definir o tipo de artefato que causou a explosão e a forma como ela se deu: se ele estava dentro do carro ou foi jogado de fora para dentro. A polícia descarta o uso de um lança-granadas.

À tarde, num ambiente bastante pesado, o corpo de Diogo foi enterrado na presença de aproximadamente 70 pessoas - mais de 20 delas com aparência de seguranças - no cemitério São João Batista, na zona sul. No momento em que o caixão chegou ao túmulo, uma jovem expulsou, aos gritos e com a ajuda destes seguranças, os fotógrafos que registravam o enterro. Entre os presentes estava um dos irmãos de Rogério, Renato Andrade, que se desculpou junto aos jornalistas alegando falta de condições para comentar o caso.

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