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12/04/2010 - 17h34

Na contramão de NY, Bovespa cai; Petrobras pressiona

São Paulo - Os detalhes da ajuda que a zona do euro dará à Grécia, acertados ontem, não se transformaram num pregão de ganhos à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O mercado acionário doméstico descolou-se do internacional e passou por uma realização de lucros, pelo segundo pregão seguido. Embora a queda tenha sido generalizada, os papéis da Petrobras ajudaram a pressionar o índice para baixo, ao perderem mais de 2%.

O índice Bovespa terminou a segunda-feira em baixa de 1,12%, aos 70.614,36. Na mínima, registrou 70.505 pontos (-1,28%) e, na máxima, os 71.607 pontos (+0,27%). No mês, sobe 0,35% e, no ano, 2,95%. O giro financeiro negociado totalizou R$ 5,868 bilhões. Os dados são preliminares.

A segunda-feira foi um dia de agenda tranquila ao redor do globo, o que significa que o noticiário da Grécia tinha espaço para repercutir nos ativos. Mas seu impacto foi bastante limitado, já que os investidores já tinham precificado um acordo na semana passada. E o que se soube do final de semana ainda não põe um fim às preocupações com a economia grega - embora seja um grande passo para reduzir o contágio.

Ficou acertado em encontro no final de semana entre os ministros de finanças da zona do euro 30 bilhões de euros aos gregos, apenas no primeiro ano do programa. E o juro que será pago no empréstimo é de 5% ao ano, aproximadamente, por três anos. Segundo o comissário europeu para Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, a ideia é que a zona do euro forneça dois terços do dinheiro, e o FMI o resto. Outros 40 bilhões de euros do bloco europeu e até 15 bilhões de euros do FMI ficarão à disposição do governo grego entre 2011 e 2012, caso seja necessário.

Embora o anúncio do pacote tenha criado um clima de confiança entre os agentes, seu efeito recaiu principalmente sobre o euro. Nas Bolsas europeias, o fechamento ficou positivo, mas bem próximo da estabilidade.

Nos EUA, o sinal predominante na sessão foi positivo, parte por causa da Grécia, mas, sobretudo por causa da expectativa de um balanço favorável da Alcoa, que saiu logo após o fechamento do mercado. Como hoje a agenda foi fraca e a semana terá eventos relevantes, como o CPI, o Livro Bege e depoimento de Bernanke, os investidores preferiram pisar no freio. O Dow Jones terminou o dia em alta de 0,08%, aos 11.005,97 pontos, pela primeira vez nesse patamar desde 26 setembro de 2008. O S&P avançou 0,18%, aos 1.196,48 pontos, e o Nasdaq subiu 0,16%, aos 2.457,87 pontos.

Na Bovespa, a realização de lucros foi generalizada. As mínimas foram se renovando à tarde e os papéis da Vale ON, que vinham se segurando em alta ainda repercutindo o noticiário do reajuste do minério de ferro e a mudança na sistemática de aumentos, de anual para trimestral, acabaram virando para baixo e ajudando a reforçar as perdas do índice. Vale ON terminou em baixa de 0,69% e Vale PNA, de 0,57%.

O petróleo, que até chegou a subir com a elevação da moeda europeia, acabou fechando em baixa de 0,68%, a US$ 84,34 o barril. A preocupação com os estoques elevados nos EUA acabou pesando sobre o ativo. O recuo da commodity refletiu nas ações da Petrobras, que, no entanto, sofreu um baque mais forte de declarações do presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, sobre a capitalização.

Ele demonstrou preocupação com o processo, que se encontra em discussões no Congresso. "O tempo está passando, já estamos no dia 12 de abril, que é diferente de 12 de março, que é diferente de 12 de fevereiro", afirmou o executivo. Ele disse, porém, que a estatal não pretende apresentar nenhuma alternativa à capitalização com cessão onerosa até o fim do prazo estipulado. Petrobras ON recuou 2,92% e PN, 2,38%.

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