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12/04/2010 - 07h30

Total de homicídios cresce 12% no 1º trimestre em SP

São Paulo - Depois de dez anos de queda ininterrupta, os homicídios voltaram a crescer no primeiro trimestre deste ano na capital paulista. Foram registrados 353 assassinatos nos três primeiros meses do ano, enquanto no mesmo período do ano passado ocorreram 315 mortes. O aumento é de 12%, segundo os dados do Infocrim, sistema eletrônico de informação da Secretaria de Segurança Pública, obtidos com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Longe de ser um fenômeno localizado, os assassinatos cresceram de forma homogênea em toda a capital. Houve registro de aumentos nas oito seccionais de polícia, nas zonas central, sul, oeste, norte, leste, Santo Amaro, Itaquera e São Mateus.

Na zona norte, por exemplo, a média mensal do primeiro trimestre foi 18% acima da média dos meses de 2009. A 6.ª Seccional, que engloba a região de Santo Amaro, teve 82 homicídios em três meses, uma média de 27,3 por mês, o que significa aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado.

PM

Em uma tendência que vem se consolidando desde março do ano passado, os casos de resistência seguida de morte - homicídios em que a vítima morre em supostos tiroteios com a Polícia Militar (PM) - voltaram a crescer nos dois primeiros meses deste ano no Estado de São Paulo. Em janeiro e fevereiro foram 140 ocorrências, 52% acima do verificado no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 92 casos.

Desse total, 114 pessoas morreram em casos envolvendo policiais militares em serviço, enquanto 26 pessoas morreram em ocorrências com policiais em folga. Nos dois primeiros meses do ano, também cresceu o total de policiais militares mortos. Onze homens morreram no bimestre - sete deles fora do horário do expediente. Durante o mesmo período do ano passado, sete policiais morreram - cinco deles durante a folga.

O aumento da letalidade ocorre apesar de o comando da PM ter tomado iniciativa para diminuir essas ocorrências, com reforço de treinamento e técnicas não letais de enfrentamento; investigação dos casos de resistência pela Corregedoria; análise psicológica daqueles que se envolvem em tiroteios e investimento em equipamentos não letais, como cassetete, munição de borracha e armas de paralisação por descarga elétrica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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