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13/04/2010 - 10h14

Bovespa abre em alta em dia de correção de preços

São Paulo - Após dois pregões de realização de lucros, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentou abertura positiva hoje, na contramão de Nova York. A percepção de que a queda de ontem da Bovespa, de 1,12%, foi muito exagerada, aliada ao fato de ser véspera do vencimento de índice Bovespa (Ibovespa) futuro estimulam uma correção de preços no começo de um dia de agenda fraca, mas de noticiário corporativo forte. Às 10h12, o Ibovespa subia 0,32%, aos 70.841 pontos.

Enquanto nos Estados Unidos as bolsas são pressionadas pela Alcoa, que ontem à noite divulgou resultado do primeiro trimestre pior do que o esperado, no Brasil os negócios na Bovespa deverão ser movimentados pelo setor de varejo, repercutindo a notícia de que a Casas Bahia ameaça desfazer acordo de fusão com Pão de Açúcar. Essa é uma informação ruim para as ações do grupo do empresário Abílio Diniz. "Se confirmado, todo o potencial de sinergia, ganhos de escala e aumento da competição irá por água abaixo", afirma relatório da XP Investimentos.

A avaliação dos especialistas é de que papéis que sofreram muito após a união das duas redes varejistas, especialmente B2W, empresa de varejo eletrônico, deverão subir hoje diante da possibilidade de a fusão ser revista. A notícia abre oportunidades de negócios com papéis de todo o setor da varejo, segundo uma fonte.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, passados cinco meses, não houve acordo em torno de itens decisivos como valores envolvidos, governança da nova empresa e estrutura de comando. Profissionais ligados à família Klein, da Casas Bahia, diziam que o negócio corria o risco de ser desfeito. Oficialmente, nenhum dos dois grupos quis se manifestar a respeito do assunto. A união da Casas Bahia com o Pão de Açúcar criou um gigante do varejo de alimentos, móveis e eletroeletrônicos, com faturamento de R$ 40 bilhões por ano. O Pão de Açúcar é a terceira maior empresa privada do País. Com a fusão, o grupo teria vendas iguais às do Wal-Mart e do Carrefour, seus principais concorrentes, juntos.

Petrobras, que ontem foi a vilã da Bovespa, com queda superior a 2%, também deve ser determinante hoje para o comportamento do mercado. Analistas dizem que as ações devem continuar pesadas ainda em função das declarações do presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, sobre a capitalização. Ontem, ele demonstrou preocupação com a demora do processo, que está em discussão no Congresso, deixando o mercado receoso de que o processo de capitalização possa fracassar. Com isso, tende a aumentar a volatilidade dos papéis tendo em vista o exercício de opções na segunda-feira.

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