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14/04/2010 - 15h29

Anbima: taxa de administração sobe em fundo arriscado

São Paulo - As taxas médias de administração dos fundos de ações e multimercados subiram desde 2005. No mesmo período, as taxas dos fundos DI e renda fixa caíram, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), apenas nos fundos de varejo. Nos fundos multimercados, as taxas médias de administração passaram de 1,79% ao ano, em 2005, para 1,91% este ano. Um aumento de 6,7% em 5 anos. Nos fundos de ações, aumentaram 8,25%, passando de 2,06% para 2,23%.

Entre os fundos mais conservadores, o movimento foi o oposto. Nas carteiras de renda fixa, as taxas médias anuais recuaram de 1,31% para 1,15%, uma queda de 12,2%. Nos fundos DI, o recuo foi maior, de 17,3%. As taxas cederam de 1,73% para 1,46%. Na avaliação do vice-presidente da Anbima, Demosthenes Madureira de Pinho Neto, a tendência das taxas para os fundos de varejo conservadores é de manter a queda. Segundo ele, há dois movimentos nos bancos que estão levando à diminuição das taxas. Encerramento de fundos antigos, com taxas elevadas, e criação de novas carteiras com taxas menores. Outra tendência do setor é a redução dos valores de aplicação mínima nos fundos.

Os dados da Anbima mostram que em torno de 65% dos recursos dos fundos de renda fixa e DI no varejo estão aplicados em carteiras com taxas de até 1% ao ano. Em torno de 90% estão em fundos que cobram até 2% ao ano. Já o movimento de alta nas taxas de fundos mais arriscados, segundo Pinho Neto, se deve a uma maior sofisticação no mercado de fundos. "O aumento do grau de complexidade da gestão dos multimercados foi significativo. Nos fundos de ações, aumentou muito o número de empresas abertas na bolsa desde 2004", disse o executivo, em entrevista à imprensa. Há alguns anos, os multimercados aplicavam basicamente em ações e poucos tipos de derivativos. Agora, há mais opções de crédito privado e novos tipos de operações de derivativos.

Competição com o CDB

O setor de fundos brasileiro encerrou março com patrimônio de R$ 1,5 trilhão. A captação líquida do setor no trimestre foi de R$ 26,6 bilhões, bem acima dos R$ 9,5 bilhões do mesmo período de 2008. Para Pinho Neto, apesar do crescimento, a captação não foi recorde, por conta do aumento da competição com os bancos. Desde a alta dos compulsórios, os bancos elevaram a remuneração do Certificado de Depósito Bancário (CDB) para captar recursos no mercado. "Isso compete diretamente com os fundos."

A captação do primeiro trimestre foi dominada pelos fundos de renda fixa, que receberam R$ 21,9 bilhões. As carteiras de curto prazo ganharam R$ 4,9 bilhões. Os multimercados perderam R$ 6 bilhões e os fundos DI tiveram saques de R$ 2,9 bilhões. Para o executivo, muitos dos recursos que saíram dessas carteiras foram para os fundos de renda fixa, principalmente as carteiras que aplicam em crédito privado e conseguem maior rendimento. Já a maior competição com o CDB dos bancos deve ser sentida nos próximos trimestres. Pinho Neto evitou dar projeções para o desempenho do setor de fundos este ano. A tendência é de captação positiva, diz ele, e de maior migração para aplicações mais arriscadas.

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