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22/04/2010 - 10h14

Bovespa abre em baixa em sintonia com exterior

São Paulo - A revisão do déficit fiscal grego reavivou a preocupação com a situação fiscal de outros países da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda), deixando os investidores novamente avessos ao risco. As bolsas no exterior operam no negativo e as commodities são pressionadas pelo avanço do dólar, minando as forças da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que abriu em baixa hoje depois de não ter tido operações ontem por conta do Feriado de Tiradentes e após a trégua de terça-feira, quando fechou em leve alta de 0,32%. Às 10h09, o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 1,21%, aos 68.479 pontos, queda mais acentuada do que a registrada nas bolsas norte-americanas.

A queda maior da Bovespa na abertura se deve a um ajuste de preços em relação aos ADRs ontem, feriado no Brasil, quando cederam em média 1% em Nova York. Além disso, analistas citam como um ruído a mais na abertura dos negócios hoje o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) citando o risco de superaquecimento da economia brasileira e a preocupação com a dívida pública. Segundo o FMI, a economia brasileira vai crescer 5,5% este ano e 4,1% em 2011.

A preocupação com a Grécia penaliza principalmente as bolsas europeias, que têm baixa ao redor de 1%. A agência de estatísticas Eurostat informou que o déficit fiscal grego é maior do que o calculado inicialmente - 13,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, e não 12,7% como estimava o governo - e pode superar a casa de 14%. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou no negativo, pressionadas pelos efeitos que as medidas de restrição ao setor de imóveis terão em outros segmentos da economia.

Nos Estados Unidos, os indicadores divulgados hoje - pedidos semanais de auxílio-desemprego e índice de preços ao produtor (PPI) - vieram mais ou menos em linha com as estimativas, mas ainda falta sair o dado de vendas de imóveis usados de março e balanços importantes como os da American Express e da Microsoft, após o fechamento.

No Brasil, a expectativa continua girando em torno do comportamento de Petrobras, que fechou em alta de mais de 2% na terça-feira, influenciada por informações de que o projeto de lei que capitaliza a estatal está pronto, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas guardado na gaveta, para ser votado no plenário do Senado até 20 de maio.

O Banco do Brasil também está no foco, após ter anunciado ontem sua primeira aquisição no exterior. A instituição vai pagar quase US$ 480 milhões para assumir o controle do Banco Patagonia, o sexto maior da Argentina, que tem 752 mil clientes e 154 agências distribuídas em todas as províncias do país. Com a compra, o BB inicia seu plano de internacionalização que prevê negócios na Argentina, Estados Unidos e demais países com forte presença de brasileiros e companhias nacionais.

Na Bovespa, destaque para a estreia das ações da Julio Simões Logística. Depois de adiar o cronograma por duas vezes, a Julio Simões conseguiu fechar a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na segunda-feira. A operação atingiu R$ 494,5 milhões, o equivalente a R$ 8,00 por ação, abaixo do piso da faixa indicativa, que já havia sido reduzido para R$ 8,50 a R$ 9,50.

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