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25/04/2010 - 16h20

Fãs cantam e recitam 'poesia' com Kiko e sr. Barriga

São Paulo - Fãs do humorístico Chaves e Chapolin deram uma verdadeira prova de amor à série, ontem, em São Paulo, durante o 2º Festival da Boa Vizinhança. Mais de 5 mil pessoas suportaram o calor intenso, a demora na apresentação das atrações e a dificuldade para ver e ouvir o que acontecia no palco e permaneceram fielmente no evento para saudar os atores mexicanos Carlos Villagrán (Kiko) e Edgar Vivar (sr. Barriga), que vieram para o Brasil especialmente para o evento.

Quem ouviu apenas o barulho originado no galpão do Mart Center, na zona norte da capital paulista, sem saber qual era a programação do local, poderia facilmente confundir o evento com uma partida de futebol ou um concerto musical. Quando Edgar Vivar finalmente subiu no palco, seis horas após o início oficial do evento, os fãs vibraram como um gol do Brasil em final de Copa do Mundo.

Vivar apareceu com o terno tradicional de seu personagem, o sr. Barriga, e soltou logo um de seus bordões mais conhecidos do episódio: "É a primeira vez que chego aqui sem o Chaves me dar uma pancada." Mas o ponto alto de sua apresentação foi quando começou a cantar a "Tchuin-Tchuin-Tchunclain" música-tema do episódio em que o elenco parodia o conto da "Branca de Neve e os Sete Anões". Nessa hora, o público cantou com Vivar como se fosse o refrão de um hit tocado nas rádios (www.youtube.com/watch?v=GtUWmKOCBGs).

Muito mais performática foi a apresentação de Carlos Villagrán, que subiu ao palco duas vezes. Primeiro, apareceu "à paisana", sem o terninho de marinheiro do seu personagem, e só depois se apresentou caracterizado. Ele não interrompeu a performance por um momento sequer. O tempo todo inflava as bochechas e entortava as pernas, em gestos inconfundíveis do Kiko.

Villagrán também compartilhou o palco com seu dublador no Brasil, Nelson Machado, com quem interpretou "Mamãe Querida", um dos trechos mais memoráveis de episódios da série, quando a turma do Chaves realiza o Festival da Boa Vizinhança (que dá nome ao evento em São Paulo). Mais uma vez, os fãs mostraram guardar as falas do episódio na ponta da língua e recitarem a uma só voz: "Mamãe querida, meu coração por ti bate, como caroço de abacate" (www.youtube.com/watch?v=S6-gFyRDNAs).

Organização

Apesar da satisfação em ver seus ídolos, o público reclamou da organização do evento. "Estou aqui há quatro horas e até agora só vi uma apresentação com os dubladores. E mal deu para entender o que eles falavam porque o som estava muito ruim", disse Leandro Rodrigues, de 20 anos.

Jô Macedo, também de 20 anos, concordou com as críticas. "Está muito calor e o festival, tecnicamente, é ruim", disse. "Mas vale a pena pelo clima dos fãs e por ver tanta gente com um interesse comum", completou. Outro fã, João Kocis, de 24, também aguardava os dois atores em meio ao aperto, mas disse que estava disposto a esperar o quanto fosse preciso ali.

Antes de subir ao palco, Cecília Lemes, dubladora da personagem Chiquinha, comentou que a presença em massa dos fãs é frequente nos encontros sobre a série. "É lindo. Eu também me emociono com as apresentações", disse Cecília, que se classificou com fã do humorístico e dos encontros.

Para Felipe Araújo, da diretoria do Fã-Clube e um dos organizadores do evento, o resultado final foi positivo. "Houve histeria dos fãs pelos atores como se fosse a Madonna no palco, e até um princípio de empurra-empurra, mas a equipe de segurança agiu a tempo. O que cada um vai guardar do festival é a emoção de ter visto o Kiko e o sr. Barriga", disse.

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