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26/04/2010 - 17h39

Ibovespa cai 0,92% e volta a nível de 26 de março

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) repetiu hoje o comportamento volátil e sem vigor dos últimos três pregões, com um adicional: a agenda esvaziada, mas com eventos com força para conduzir os negócios nos próximos dias, acabou encolhendo ainda mais o ritmo de negociação. No final do pregão, no entanto, a inversão para baixo das ações da Vale e a ampliação das perdas em Nova York levaram o índice a renovar as pontuações mínimas do dia.

Depois de três sessões em alta, o Ibovespa terminou a segunda-feira em baixa de 0,92%, aos 68.871,94 pontos, menor nível desde os 68.682,66 pontos de 26 de março deste ano. Na mínima, registrou 68.813 pontos (-1%) e, na máxima, 69.810 pontos (+0,43%). No mês, acumula perdas de 2,13% e, no ano, ganho de 0,41%. O giro movimentado hoje foi o menor do mês ao somar R$ 4,475 bilhões, 36,37% abaixo da média diária de abril, de R$ 7,033 bilhões, segundo o site da BM&FBovespa. Os dados são preliminares.

O dia teve como destaque alguns balanços nos EUA, positivos, e a continuidade das preocupações com a situação grega. A agenda de indicadores tranquila permitiu que o mercado acionário se voltasse com maior interesse para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central desta semana. A curva de juros voltou a embutir hoje uma elevação de 0,75 ponto porcentual na taxa Selic em razão das declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de que não é para o mercado ler nas entrelinhas do relatório de inflação ou da ata do Copom qualquer sinal sobre a decisão que será tomada sobre a taxa na próxima quarta-feira. Mas isso foi justamente lido como um sinal de que o BC tem flexibilidade para alterar qualquer rota inicialmente traçada e, inclusive, passar de uma decisão de manutenção do juro básico (em março) direto para uma alta de 0,75 ponto em abril, sem parar no 0,50 ponto porcentual. Desde julho do ano passado, a taxa Selic está em 8,75% ao ano.

O encontro do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do banco central americano (Fed) na próxima quarta-feira também ficou na mira dos investidores, assim como as preocupações com a Grécia, diante da insistência da Alemanha para que o país só receba os recursos como última opção e sob rígidas condições. Do lado positivo, agradaram os balanços da Caterpillar e Whirpool. As bolsas europeias subiram. Nos EUA, o Dow Jones terminou perto da estabilidade, em alta de 0,01%, aos 11.205,26 pontos. O S&P recuou 0,43%, aos 1.212,05 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,28%, aos 2.522,95 pontos.

No Brasil, as blue chips Vale e Petrobras fecharam em queda. Mas enquanto a petrolífera ficou praticamente todo o dia em baixa, a mineradora subiu em boa parte da sessão, virando apenas no meio da tarde. Quando passou a cair, as ações da Vale empurraram o Ibovespa para as mínimas. Vale ON perdeu 0,41% e Vale PNA, -0,53%. Petrobras recuou 2,01% e Petrobras PN, -2,03%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro de petróleo com vencimento em junho recuou 1,08%, a US$ 84,20 o barril.

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