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27/04/2010 - 17h00

Mercado busca refúgio no dólar, que sobe para R$ 1,765

São Paulo - As moedas foram reféns, nesta terça-feira, do temor generalizado que se espalhou entre os investidores após o rebaixamento das notas de crédito da Grécia e de Portugal, acendendo a luz amarela de que a contaminação de outras nações da zona do euro já é realidade. O otimismo de ontem com a possibilidade de fluxo de recurso estrangeiro ao Brasil foi momentaneamente esquecido e o dólar, que ontem rompeu o piso de R$ 1,75 e caiu quase 1%, hoje chegou a encostar em R$ 1,77. Na mesma toada, o euro, que na sexta-feira batia a máxima de US$ 1,34 com a formalização do pedido de ajuda da Grécia à UE e ao FMI, hoje volta ao piso de US$ 1,32. O iene, por sua vez, considerado um porto seguro, liderou as apostas de compras em meio à venda de ações, commodities e divisas de emergentes, como o real.

No final dos negócios no mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial registrou alta de 1,15% a R$ 1,765. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 1,32% para R$ 1,767. No mês, o dólar comercial acumula baixa de 0,90% e no ano, alta de 1,26%. O euro comercial subiu 0,09% para R$ 2,331; em abril, acumula queda de 3,12% e desde o início do ano, baixa de 6,72%.

A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou os ratings de crédito soberano de longo e curto prazos da Grécia. A perspectiva para os ratings é negativa. "O rebaixamento resulta de nossa avaliação atualizada dos desafios políticos, econômicos e orçamentários que o governo grego enfrenta em seus esforços para colocar o ônus da dívida pública em uma trajetória de baixa sustentada", afirmou Marko Mrsnik, analista da S&P, em comunicado. Além disso, a mesma agência rebaixou a nota de Portugal em dois níveis. "Foi um mote a mais do que o esperado, não se esperava que o país fosse rebaixado em duas notas", disse Luiz Eduardo Portella, operador de câmbio e renda fixa do Banco Modal.

Internamente, o Banco Central deixou para o período da tarde o leilão diário que tem feito para compra de dólares no mercado à vista e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,7648. O Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou hoje sua reunião de dois dias que vai definir a taxa básica de juros (Selic) para o País, hoje em 8,75% ao ano, no mesmo dia em que o banco central americano também iniciou sua reunião de dois dias para decidir sobre juros. A decisão nos EUA será conhecida amanhã à tarde, por volta das 15h15, e no Brasil o Copom deve fazer o anúncio no início da noite. O mercado aposta em uma alta de 0,50 a 0,75 ponto porcentual da taxa Selic.

No câmbio turismo, o dólar subiu 0,54% hoje para R$ 1,86 (venda) e R$ 1,70 (compra). O euro turismo avançou 0,82% para R$ 2,463 (venda) e R$ 2,22 (compra).

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