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27/04/2010 - 17h26

Petróleo cai para US$ 82,44 com receios sobre estoques

Nova York - Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda, afetados pelos temores quanto à saúde econômica de Grécia e Portugal e pela expectativa de elevação dos já inflados estoques da commodity nos Estados Unidos.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos de petróleo com vencimento em junho caíram US$ 1,76, ou 2,09%, para US$ 82,44 por barril - menor nível de fechamento desde 19 de abril. Na plataforma eletrônica ICE, o contrato do petróleo Brent para junho recuou US$ 1,05, ou 1,21%, fechando em US$ 85,78.

Parte da pressão sobre os preços do petróleo refletia os receios com os elevados estoques da commodity na cidade de Cushing, no Estado norte-americano de Oklahoma - ponto de entrega física dos contratos de petróleo negociados na Nymex. Isso pesou particularmente sobre os preços do contrato junho, de vencimento mais próximo, que encerrou a sessão com um desconto de US$ 2,56 por barril na comparação com o contrato para julho. Trata-se da maior diferença de preço entre contratos de primeiro e segundo vencimento desde 20 de abril de 2009.

"Há um amplo estoque à mão, antes mesmo de esperados incrementos" que devem ser apresentados amanhã no relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA sobre os estoques norte-americanos de petróleo e derivados, avaliou Gene McGillian, analista da Tradition Energy. Analistas consultados pela Dow Jones acreditam que os estoques de petróleo do país cresceram 800 mil barris na semana encerrada em 23 de fevereiro, com as previsões variando de queda de 1 milhão de barris a elevação de 2,25 milhões de barris.

"Muita da exuberância do petróleo a US$ 87 por barril perdeu-se rapidamente", comentou McGillian, numa referência aos preços do início do mês, quando a commodity atingiu sua cotação mais elevada desde outubro de 2008. Ele disse acreditar que o petróleo agora voltará a testar o nível de suporte de US$ 80,53, atingido em 19 de abril.

Os preços do petróleo também sofreram um duro golpe com a valorização do dólar ante o euro em meio às crescentes preocupações com dívidas de países periféricos da zona do euro. Pelo fato de o barril ser cotado em dólar, a apreciação da divisa norte-americana torna o petróleo mais caro e menos atraente a detentores de outras moedas.

Mais cedo, a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's rebaixou os ratings de Portugal (de A+ para A-) e da Grécia (de BBB+ para BB+), aplicando uma perspectiva negativa em ambos. As informações são da Dow Jones.

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