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28/04/2010 - 10h16

Bolsa abre em alta em dia de recuperação

São Paulo - O dia deve apresentar uma correção de preços na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que abriu em alta após a queda forte de ontem, mas analistas observam que o viés para o médio prazo ainda é negativo pois os problemas fiscais na zona do euro não são difíceis de resolver. Mas o clima hoje é de recuperação, inclusive no epicentro da crise. A Bolsa de Atenas subia 2% nesta manhã, com a expectativa de que a Alemanha dê o sinal verde para a liberação do pacote de ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 45 bilhões de euros para a Grécia. Às 10h14, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,91%, aos 67.113 pontos.

A expectativa é de que o Ibovespa retome os 68 mil pontos perdidos ontem, quando afundou 3,43%, descendo até os 66.511 pontos, o menor nível desde fevereiro do ano passado. Com a queda de ontem, a Bovespa passou a registrar no ano desvalorização de 3,03%. Para alguns analistas, apesar das incertezas externas, a queda de ontem abriu uma boa oportunidade de compra no curto prazo, mas a volatilidade deve ser a tônica dos negócios.

O Comitê de Política Monetária (Copom), que anuncia hoje no começo da noite sua decisão sobre a taxa básica de juros, pode ajudar ou não no processo de recuperação da Bovespa. Se o Copom decidir por uma elevação de 0,50 ponto porcentual, a reação dos investidores na Bovespa tende a ser positiva, mas se optar por 0,75 ponto porcentual, deve pressionar os preços das ações. Nos Estados Unidos, os índices futuros de ações operam em alta, animados pelos balanços da Dow Chemical e da Royal Dutch Shell, enquanto os investidores esperam a decisão do banco central norte-americano, às 15h15, sobre política monetária.

Na Bovespa, o setor bancário está no centro das atenções. O Bradesco anunciou hoje cedo lucro líquido ajustado de R$ 2,147 bilhões no primeiro trimestre de 2010, alta de 9,8% em relação ao ganho ajustado do mesmo período de 2009. O lucro por ação ficou em R$ 2,27. O patrimônio líquido do banco fechou março em R$ 43,087 bilhões, expansão de 22% em 12 meses e os ativos totais cresceram 10,5% no mesmo período, para R$ 532,626 bilhões. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 22,2%.

As ações do Banco do Brasil podem repercutir a notícia veiculada ontem à noite na Agência Estado de que a direção do banco está correndo contra o tempo para que o governo capitalize a instituição em torno R$ 9 bilhões "o quanto antes". A data provável para a operação pode ser em meados de maio, tão logo estejam concluídos todos os trâmites necessários à operação junto à CVM.

Também divulgaram balanços hoje a Net Serviços - lucro líquido no primeiro trimestre de R$ 45,887 milhões, o que representa uma queda de 61,7% ante o mesmo período do ano passado - e a Weg, fabricante de motores elétricos e equipamentos, que teve lucro líquido de R$ 119,074 milhões no trimestre, 2,55% menor do que o apurado em igual período de 2009.

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