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28/04/2010 - 17h27

Decisão do Fed acentua baixa do dólar para R$ 1,751

São Paulo - A decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de deixar o juro básico estável na faixa de zero a 0,25% ao ano e manter a frase "o juro seguirá excepcionalmente baixo por longo período de tempo" no comunicado que acompanhou a decisão acentuou a queda do dólar ante o real nesta quarta-feira. Até porque, os investidores estão certos de que o dia será encerrado pelo anúncio de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiros retomará a trajetória de alta da taxa Selic, depois de um intervalo em que houve queda e estabilidade de juros e que dura desde meados de 2009.

Para a queda do dólar, nada melhor do que a perspectiva de um cenário de alta de juro doméstico paralelamente a uma política monetária de estabilidade nos EUA. Isso acirra a perspectiva de fluxo positivo de recursos, já que as condições para arbitragem de juros melhoram. E essa perspectiva é de longo prazo, pois as estimativas são de que por aqui a trajetória de alta da Selic dure pelo menos até o final deste ano. Além disso, os economistas, cada vez mais, projetam intensidade maior para esse aumento. Ao mesmo tempo, a frase do comunicado do Fed reforça a ideia de que a estabilidade das taxas nos EUA tende a demorar mais do que o esperado.

Hoje, além desse reforço nas expectativas de fluxo, houve entradas efetivas de dinheiro, segundo operadores. Elas teriam ocorrido principalmente pelo segmento comercial. Mas também há sinais de que o saldo é favorável no segmento financeiro, justamente por causa da arbitragem. Ainda assim, os operadores avaliam que a movimentação deste mês é inferior à de março, quando, às vésperas da decisão do Copom, houve fortes especulações.

Vale registrar que, mesmo tendo operado durante todo o dia em baixa com relação ao fechamento de ontem, o dólar tentou uma reação ante o real. Isso ocorreu depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou o rating da Espanha e piorou ainda mais o clima dos mercados em relação à situação fiscal dos países do velho continente. Ontem, o rebaixamento de Portugal e da Grécia juntamente com as dificuldades nas negociações para a ajuda à economia grega azedaram os negócios.

Ainda assim, a taxa máxima de hoje não passou de R$ 1,765, que representou estabilidade em relação ao fechamento de ontem. Após a notícia do Fed, a moeda norte-americana bateu sucessivas mínimas no mercado interbancário à vista até registrar R$ 1,75 (-0,85%) e acabou encerrando o pregão a R$ 1,751 (-0,79%). A BM&F encerrou as operações com o dólar à vista a R$ 1,7505, com queda de 0,93%, no menor valor do dia nesse sistema de negociação.

Desde o começo do mês, o dólar comercial acumula queda de 1,68%; no ano, alta de 0,46%. O euro comercial recuou 0,86% hoje para R$ 2,311, acumulando baixa de 3,95% em abril e de 7,52% no ano.

No segmento de câmbio turismo, o dólar recuou 1,08% para R$ 1,84 na ponta de venda e R$ 1,707 na compra. O euro turismo cedeu 0,41% para R$ 2,453 (venda) e R$ 2,26 (compra).

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