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29/04/2010 - 17h57

Petróleo sobe 2,34% e fecha a US$ 85,17 o barril em NY

Nova York - Os contratos futuros do petróleo atingiram hoje o preço mais elevado em duas semanas, puxados pela queda dos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA e pelas esperanças de que a recuperação econômica vai impulsionar a demanda por petróleo. Os contratos do petróleo com vencimento em junho subiram US$ 1,95, ou 2,34%, fechando em US$ 85,17 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). O preço é o maior registrado pela commodity desde o dia 15 de abril. No mercado eletrônico ICE, o petróleo Brent para junho subiu US$ 0,74, ou 0,85%, encerrando a sessão em US$ 86,90 por barril.

Operadores disseram que o mercado foi sustentando pelo comunicado de ontem do Federal Reserve (Fed, banco central americano), citando uma melhora nas condições econômicas, e mantendo a taxa básica de juro próxima a zero nos EUA por um "período prolongado". Isto ajudou a impulsionar os ganhos das bolsas, que continuaram a operar em alta nesta quinta-feira. As notícias fornecidas pelo Departamento do Trabalho dos EUA de que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 11 mil, para 448 mil, após ajustes sazonais, na semana até 24 de abril, ajudaram a melhorar a perspectiva para a economia.

Ainda assim, operadores disseram que o mercado tem estado bem acima do nível justificado pelos fundamentos, especialmente nos EUA, onde os estoques continuam elevados em Cushing, Oklahoma - ponto de entrega para o contrato do petróleo bruto da Nymex.

Analistas disseram que os comerciantes podem estar errados ao reduzirem rapidamente as preocupações sobre os problemas da dívida na Grécia, Portugal e Espanha, que provocaram uma liquidação dos contratos futuros de petróleo no início da semana.

O alinhamento do mercado do petróleo com aumento dos preços de ações "cheira a um renovado comportamento de compra de ativos arriscados depois ou mesmo apesar do susto com Grécia, Portugal e Espanha", ressaltou Brad Samples, analista da Summit Energy, em Louisville, Kentucky. "O mercado não parece tão incomodado porque os países em dificuldades podem ser tratados como bancos em dificuldades: "muito grandes para quebrarem". No entanto, esta poderia ser uma suposição perigosa para ser explorada. Eu acho que a probabilidade de uma correção maior nos ativos de risco continua a aumentar", acrescentou o analista. As informações são da Dow Jones.

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